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SÃO PAULO – A crise financeira provoca mais uma reviravolta na esfera corporativa norte-americana. Nesta sexta-feira (24), foi anunciada a aquisição do banco National City pelo PNC Financial Services Group, que desembolsará US$ 5,2 bilhões na operação.
O valor corresponde a cerca de US$ 2,23 por ação do National City, 19% abaixo da cotação de fechamento dos papéis na última quinta-feira. Além do montante principal, a PNC anunciou ainda que deve compensar certos acionistas do National City com US$ 384 milhões.
A transação é mais uma a ser assistida financeiramente pelo Tesouro norte-americano, ainda que indiretamente. Isto porque a PNC planeja utilizar parte dos US$ 7,7 bilhões obtidos com os programas de financiamento da autoridade, os Tarp (Trouble Asset Relief Program) para custear a aquisição do National City.
A expectativa da PNC é de que a aquisição seja concluída até dezembro deste ano, embora a operação ainda careça de devida aprovação dos agentes regulatórios norte-americanos, uma vez que dará origem à quinta maior instituição financeira dos EUA em termos de depósitos detidos.
Ações despencam
As turbulências enfrentadas pelo National City não são novidade aos mercados. Em seus últimos dois desempenhos trimestrais, a instituição somou um total de US$ 2 bilhões em prejuízo, resultando em uma desvalorização dos papéis de 83% nesse ano na bolsa de Nova York.
Ainda assim, a operação não deixa de surpreender os investidores – e negativamente, dado o valor por ação envolvido. Com isso, as ações do National City fecharam o pregão com forte queda.