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SÃO PAULO – As economias da zona do euro e dos Estados Unidos mostraram melhora significativa no início de julho, com os PMIs (Purchasing Managers’ Index) preliminares divulgados nesta quarta-feira (24) trazendo números melhores do que o esperado. Por outro lado, a expectativa positiva para o setor industrial chinês não se confirmou, com queda no PMI calculado pelo HSBC, trazendo de volta a expectativa de que novos estímulos podem ser anunciados pelo governo do país.
O índice referente ao setor industrial da zona do euro subiu de 48,8 para 50,1, superando as expectativas mercado, de 49,1 e atingindo sua máxima em 18 meses, com o resultado superando a marca de 50, que separa contração de expansão. Na Alemanha, o índice industrial também mostrou expansão, com 50,3 ante expectativa de alta para 49,3. Já na França o mesmo índice continuou mostrando contração, porém aproximando-se da marca, com 49,8 – as projeções do mercado apontavam 48,9 no mês.
Já o setor de serviços continuou expandindo na Alemanha, com 52,5 – no mês anterior, o índice registrou 50,4. Já o PMI preliminar de serviços francês ficou em 48,3, indicando contração mas acima do esperado pelo mercado, de 47,7. Para a zona do euro como um todo, o índice de serviços subiu de 48,3 em junho para 49,6 neste mês.
Com os dados, a economia da zona do euro deve apresentar forte aumento neste terceiro trimestre, com os dados indicando uma alta no PIB (Produto Interno Bruto) do bloco econômico de 0,1%.
PMI norte-americano sobe para máxima em 4 meses
Já nos EUA, o PMI industrial subiu para maior patamar em 4 meses. O índice registrou alta para 53,2 em julho, ante 51,9 apontados no mês anterior. O resultado foi impulsionado pela melhora no mercado de trabalho e maiore encomendas.
Segundo o Instituto Markit, que compila o índice, apesar da melhora, o desempenho da indústria dos EUA permanece abaixo do visto no início do ano, com menor demanda de países exportadores, principalmente China e alguns emergentes.
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China decepciona com forte contração
Na Ásia, o PMI preliminar do HSBC mostrou recuo inesperado na indústria chinesa. Analistas esperavam que o índice subisse de 48,2 para 48,6, mas o resultado decepcionou as expectativas, com 47,7, menor nível em 11 meses.
Segundo o HSBC, as novas encomendas à indústria local caíram para menos nível em 11 meses, registrando terceiro mês consecutivo de contração enquanto a produção industrial caiu pelo segundo mês, atingindo mínima em 10 meses.
O desaquecimento da indústria chinesa pode estimular o governo local a adotar medidas de estímulo para alavancar a economia, o que já era especulado pelo mercado. Na véspera, antes da divulgação do PMI, o primeiro-ministro chinês garantiu que o governo não deixaria que a economia local crescesse menos de 7% neste ano.