PMI industrial do Brasil sobe em abril ao maior nível em 14 meses, aponta S&P Global

Índice apurado pela S&P Global sobe para 52,6 pontos em abril impulsionado por demanda externa, mas setor enfrenta fraqueza no mercado interno

Estadão Conteúdo

Linha de produção de fábrica da BYD no Complexo Industrial de Camaçari, Bahia, Brasil
9 de outubro de 2025
REUTERS/Joa Souza
Linha de produção de fábrica da BYD no Complexo Industrial de Camaçari, Bahia, Brasil 9 de outubro de 2025 REUTERS/Joa Souza

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O índice dos gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) sobre a atividade industrial do Brasil subiu de 49 pontos em março para 52,6 pontos em abril, atingindo o maior nível dos últimos 14 meses, conforme informou nesta segunda-feira, 4, a S&P Global. Leituras acima dos 50 pontos indicam expansão da atividade. Neste caso, foi a primeira expansão do setor nos últimos 12 meses.

O crescimento foi impulsionado por um aumento no volume de produção, o que refletiu, por sua vez, um aumento da demanda, sobretudo externa. Em contrapartida, porém, a demanda interna continuou demonstrando fraqueza.

“Abril provou ser um mês de resultados mistos para o setor industrial do Brasil. Embora tenha havido um impulso positivo nos volumes de produção devido ao aumento da demanda externa, isso foi amplamente compensado pela fraqueza contínua do mercado interno, e o total de novos pedidos voltou a cair”, detalhou, em nota a diretora associada de economia da S&P Global Market Intelligence, Pollyanna De Lima.

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Ela destaca ainda que, somado a esse quadro existe um cenário de pressão nos preços pro conta dos efeitos inflacionários da guerra no Oriente Médio. A guerra teria causado escassez de suprimentos e atrasos significativos nos prazos de entrega, deixando muitas empresas com margens de lucro reduzidas. Como resultado, várias empresas não tiveram outra escolha a não ser repassar parte desses custos aos seus clientes, detalha ela.

Há, porém, expectativa de que o conflito geopolítico seja resolvido, o que tende a impulsionar novamente o setor em um futuro próximo. “As empresas acreditam que a atividade de mercado e a demanda aumentarão significativamente à medida que a recuperação ganhar força”, pontuou Pollyanna De Lima.

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