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SÃO PAULO – O presidente do Federal Reserve da Filadélfia, Charles Plosser, alertou nesta terça-feira (1) para a necessidade de elevar a taxa básica de juro norte-americana, atualmente estabelecida em seu menor patamar histórico (entre 0% e 0,25% ao ano).
Segundo Plosser, o principal problema de manter estímulos monetários por um longo período é o aumento da inflação. “Sem a adoção de uma política mais deliberada de redução da liquidez e elevação das taxas de juros antes cedo do que tarde, nós poderemos muito bem ver a inflação se tornar uma preocupação séria”, disse.
Plosser foi o primeiro membro da autoridade monetária norte-americana a se pronunciar a favor do aperto monetário. Em seus últimos discursos, tanto o presidente do Tesouro dos Estados Unidos, Timothy Geithner, como o chairman do Fed, Ben Bernanke, sinalizaram que o governo norte-americano ainda manterá os juros do país no atual patamar por um período mais longo de tempo, visto que a economia dos EUA ainda não apresentou sinais de uma recuperação econômica sustentável, apesar da melhora vista nos últimos indicadores.
Contudo, para justificar sua posição favorável à alta nos juros, Plosser declarou otimista em relação à economia norte-americana. “Eu acredito que a economia tem uma recuperação em curso, e eu estou mais confiante de que ela será uma retomada sustentável até mesmo se os programas de estímulos fiscais e monetários começarem a ser abandonados”, disse. Plosser prevê crescimento em torno dos 3% para a economia dos EUA nos próximos dois anos.
Fomc
Apesar de o discurso de Plosser não representar um indício de que o aumento na Fed Funds Rate ocorrerá, visto que o presidente do Fed da Filadélfia não possui poder de voto nas reuniões do Fomc (Federal Open Market Committee, ou comitê de mercado aberto do Federal Resevre – equivalente ao Copom no Brasil), ele coloca mais pressão sobre os próximos passos a serem dados por Ben Bernanke e os outros membros do comitê.