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SÃO PAULO – A primeira imagem que a maioria das pessoas tem de uma plataforma de exploração marítima de petróleo é uma estrutura fixa, com fundações que alcancem o fundo do mar e permitam que a plataforma se sustente e seja capaz de suportar possíveis maremotos. No entanto, este conceito mudou, principalmente para a Petrobras, que explora petróleo em águas profundas.
Este desenvolvimento é parte da evolução das plataformas de exploração que se iniciou na terra, para depois avançar para o mar. O modelo inicial de exploração em terra já teve que ser adaptado para uso em águas rasas, necessitando de desenvolvimentos muito mais significativos para poder atender as demandas da exploração em águas profundas.
Da terra para o mar
As tradicionais sondas de perfuração, cercadas pelas torres metálicas que se afunilam no topo, bastante usadas na exploração em terra, evoluíram para plataformas marítimas fixas. Formadas por estruturas de aço, elas eram fixadas no fundo do mar com estacas e âncoras. Este, talvez, seja o modelo que vem primeiro à mente da maioria das pessoas.
Porém, também este modelo evoluiu. Para conseguir explorar em profundidade, que muitas vezes chega a dois mil metros, a Petrobras utiliza preferencialmente plataformas móveis flutuantes do tipo FPSO, que, em inglês, significa floating, production, storage and offloading.
Não é somente o formato que mudou, já que estas plataformas utilizam estruturas em linha mais com um grande navio, mas também os materiais. Por exemplo, o aço das âncoras usadas anteriormente foi substituído pelo poliéster, bem mais leve. Isso serve para reduzir o risco da plataforma afundar em função do excesso de peso.
Plug and use
As FPSO são bastante flexíveis, sendo capazes de iniciar o processo de tratamento assim que recebe o material extraído, separando o petróleo, o gás e a água recebidos.
O petróleo é inicialmente armazenado na própria unidade, até o limite de 200 mil barris e daí transferido para um navio-tanque, chamado aliviador, que transporta o combustível até oleodutos no continente, de onde ele é mandado para as refinarias.
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O gás natural, por sua vez, é imediatamente injetado nos gasodutos, enquanto a água, depois de tratada, pode ser descartada no mar ou mesmo enviada de volta ao poço para ajudar a aumentar a pressão do reservatório e facilitar a subida do petróleo.
Estruturas no fundo do mar
Além das plataformas, outra parte fundamental do sistema de exploração fica submersa, muitas vezes a milhares de metros de profundidade. O volume de produção dos poços é controlado pela árvore de natal, válvulas que ficam na cabeça dos poços e que são responsáveis por abrir ou fechar as saídas do reservatório.
Estas válvulas são ligadas com tubos flexíveis, feitos de plástico ou de aço inoxidável, que conduzem o petróleo ao seu ponto de encontro submarino: o manifold, um grande tanque. O caminho do óleo para a superfície, a partir deste ponto, é centralizado, através dos raisers, tubulações de plástico ou aço inoxidável.