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SÃO PAULO – De acordo com levantamento da ABTO (Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos), os planos de saúde poderiam cobrir os gastos com transplantes de órgãos, caso cobrassem apenas R$ 3 a mais de seus associados.
Segundo o presidente da entidade, Valter Garcia, com este valor, considerando 100 mil associados, as empresas teriam um faturamento de R$ 300 mil por mês e R$ 3,6 milhões por ano, mais do que suficiente para pagar os transplantes.
Necessidade de transplantes
Atualmente, é realizado 0,6 transplante de fígado por ano, a cada 100 mil pessoas, entre 0,1 e 0,2 de coração, 0,05 de pulmão, e entre 0,1 e 0,2 de rim-pâncreas. Caso a situação ideal fosse atingida, o que não deve ocorrer nos próximos 10 ou 15 anos, com o aumento das doações de órgãos, as taxas seriam de 2,5, 0,5-0,6, 0,6-0,8 e 0,5-0,6, respectivamente.
Considerando um custo de R$ 150 mil por transplante (entre cirurgia e intercorrências) e uma média de três procedimentos por ano na população de 100 mil pessoas, a despesa anual dos planos de saúde seria de R$ 450 mil, bem abaixo do valor possivelmente arrecadado.
“Estamos tentando mostrar que o custo dos transplantes é baixo para as empresas de planos de saúde e que a cobertura deles poderia desonerar muito o SUS (Sistema Único de Saúde)”, argumenta o presidente da ABTO.
Demanda não é reprimida
Conforme ressalta Garcia, os transplantes não têm a demanda reprimida, o que significa que, se houvesse mais recursos para a sua realização, não haveria um aumento significativo, uma vez que não há doações nem necessidade suficientes.
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Atualmente, apenas os transplantes de rim e córnea são cobertos pelos planos de saúde e os de medula começarão a ser pagos em abril. No entanto, o presidente da ABTO lembra que todos os pacientes que necessitam de transplantes de órgãos são atendidos na rede pública de saúde.