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SÃO PAULO – Cercado de esperanças e dúvidas, o plano TALF (Term Asset-Backed Securities Loan Facility) está prestes a passar por uma prova de fogo, com a primeira operação do Federal Reserve para financiar a aquisição de títulos emitidos pela Nissan.
Visto pelo governo de Barack Obama como uma das ferramentas mais importantes para o descongelamento dos mercados de crédito corporativo e ao consumo, o plano sofreu diversos atrasos e remodelações, mas será posto em prática pela primeira vez nesta semana.
Em sua primeira fase, o TALF proporcionará aos investidores uma linha de crédito de até US$ 200 bilhões para a aquisição de dívida securitizada com classificação AAA, relacionada a operações com automóveis, educação, cartões de crédito e pequenos negócios. Caso funcione, poderá ser estendido para papéis lastreados em hipotecas e elevado ao total de US$ 1 trilhão.
Nova estratégia
Deste modo, as autoridades norte-americanas pretendem facilitar a captação de recursos por parte de emissores de crédito, dificultada sobremaneira desde o início da crise, liberando conseqüentemente recursos e reduzindo o custo do financiamento a consumidores e empresas.
Com suas alternativas mais tradicionais reduzidas para estimular o crédito, uma vez que a taxa básica de juro do país encontra-se próxima a zero, o Federal Reserve passou a utilizar ferramentas alternativas, em estratégia conhecida por afrouxamento quantitativo da política monetária.
O passo inicial será financiar a oferta de US$ 1,3 bilhão promovida pela Nissan, cujo apreçamento deverá ser definido na próxima quinta-feira (19), data limite para a manifestação de adesão aos empréstimos por parte dos investidores.