Plano de socorro financeiro pode ser implementado antes do previsto nos EUA

De acordo com Financial Times, Tesouro trabalhou por todo o final de semana para que compra de ativos comece nos próximos dias

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SÃO PAULO – Nem mesmo após sua conturbada aprovação pelo Senado e pela Casa dos Representantes nos EUA, o TARP (Troubled Asset Relief Programme), nome oficial do pacote de socorro ao sistema financeiro dos Estados Unidos, deixa de figurar no destaque do noticiário econômico.

De acordo com matéria veiculada neste domingo (5) pelo jornal Financial Times, a implementação do plano pode vir antes do previsto. A compra de ativos contaminados pelo subprime das instituições financeiras norte-americanas pode ter início já nos próximos dias.

O periódico britânico afirma que a equipe do Tesouro trabalhou por todo o final de semana no objetivo de antecipar a determinação de quais empresas de gerenciamento de ativos seriam contratadas para avaliar, sob supervisão do Tesouro, quais “ativos podres” serão comprados, como calcular o valor a ser pago e como a compra dos mesmos será efetuada. BlackRock, Pimco e Legg Mason estão entre os nomes citados como potenciais gestores destes ativos.

Espera-se que as assets pré-selecionadas apresentem suas propostas o mais rápido possível. Assim, a implementação do plano teria início ainda nesta semana. A princípio, os ativos com prioridade de aquisição pelo governo norte-americano seriam aqueles com lastro em crédito hipotecário de alto risco.

Fannie Mae e Freddie Mac na fila de espera

Ao que tudo indica, as recém-estatizadas agências de financiamento hipotecário Fannie Mae e Freddie Mac estão entre as primeiras instituições que devem contar com o socorro do Tesouro dos Estados Unidos.

Matéria veiculada pela Reuters traz fala de James Lockhart, atual diretor da FHFA (Federal Housing Finance Agency), afirmando que ambas podem vender ativos podres ao Tesouro. “Elas são instituições que podem vender ativos”, declarou. “Saber certamente se o farão ou não ainda não é decisão tomada”.

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O diretor da FHFA estima que entre 2% e 4% dos ativos de Fannie Mae e Freddie Mac são vinculados a crédito hipotecário deteriorado.