Publicidade
SÃO PAULO – O indicador de risco-País fechou em queda de seis pontos-base nessa quinta-feira (21), com o mercado aliviado após o anúncio de um novo plano de resgate à Grécia, resultado de uma reunião de líderes europeus em Bruxelas.
Por aqui, o mercado continuou a avaliar a reunião do Copom (Comitê de Política Monetária) da véspera não surpreendeu o mercado e terminou com uma alta de 25 pontos-base na taxa básica de juros, levando a Selic para 12,50% ao ano, com o mercado apostando que o ciclo esteja perto de acabar.
Otimismo europeu
Os investidores também avaliaram com bons olhos o desenrolar da crise europeia, por conta do resultado da reunião entre os principais líderes da Zona do Euro, considerado um passo para consolidação do resgate à Grécia, com um plano de resgate de € 109 bilhões previsto. O plano também consiste em reduzir os juros cobrados nos empréstimos atuais da Grécia de 4,5% para 3,5% ao ano, e simultaneamente, aumentar o prazo de pagamento para no mínimo 15 anos, regras que serão estendidas à Portugal e Irlanda.
Já nos EUA, a agenda econômica mostrou-se bastante agitada, com o Leading Indicators mostrando avanço dentro das estimativas em junho, o Initial Claims registrando um total de novos pedidos de auxílio-desemprego a mais do que o esperado na última semana e o Philadelphia Index marcando um nível de atividade industrial acima do aguardado.
Global 40
O principal título da dívida externa brasileira, o Global 40, encerrou em baixa de 0,04% na noite desta quinta-feira, cotado a 136,32 centavos de dólar.
Refletindo o desempenho dos principais títulos da dívida externa brasileira, o indicador de risco Brasil calculado pelo conglomerado norte-americano JP Morgan encerrou a 158 pontos base.
Continua depois da publicidade
O que é o risco-País?
Como cada governo que emite papéis no mercado externo em geral tem mais do que um título no mercado, o banco norte-americano JP Morgan decidiu criar um índice que pudesse combinar todos estes papéis e obter um indicador único, que pudesse ser usado como uma medida de risco global.
Com isso, o JP Morgan criou, no final de 1993, o Embi+ (Emerging Markets Bond Index Plus), ou Índice de Bonds de Países Emergentes, que mede o desempenho de uma vasta carteira de países. Todos os países incluídos são emergentes, excluindo aqueles de risco menor, como muitos dos países da Europa, Ásia e América do Norte.
Além deste índice genérico, o banco criou também um índice para cada país, incluindo apenas títulos do país em questão. Com isso, o JP Morgan criou uma medida de risco-país, que, no caso do Brasil, é medido pelo Embi+ Brasil.