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SÃO PAULO – A falta de detalhes sobre o plano de ajuda à economia norte-americana, anunciados nesta sexta-feira (18) pelo presidente George W. Bush, já era esperada pelo mercado.
A única novidade foi a informação de que o pacote focará a redução de impostos no valor de 1% do PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano. Considerando o que a economia do país movimentou no ano passado, isso representaria aproximadamente US$ 145 bilhões.
Após o anúncio, as bolsas norte-americanas, que operavam em alta, passaram a cair e, pouco tempo depois, já estavam no campo positivo novamente, marcando mais um dia de forte oscilação.
Insuficiente para evitar recessão
Na opinião da agência de classificação de risco Austin Rating, o plano de Bush sozinho não é suficiente para evitar uma recessão na maior economia do mundo. No entanto, as ações do Tesouro norte-americano e do Fed, que deve cortar novamente o juro básico dos EUA na próxima reunião, devem ser consideradas.
Isto porque as medidas destas instituições têm por objetivo principal o de controlar e acomodar a crise no sistema financeiro, em particular no mercado de crédito, a fim de minimizar as fortes perdas das grandes instituições financeiras do país.
Já o anúncio de Bush visa estimular a economia para que não haja o risco de recessão, principalmente em um ano de eleições presidenciais nos EUA, diz a Austin.
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Efeitos para o Brasil
A agência também comentou que os efeitos para o Brasil são mais evidentes no mercado financeiro, com forte queda da bolsa e moderada desvalorização do real frente ao dólar.
Os EUA representam aproximadamente 17% da pauta de exportação do Brasil e, portanto, caso o rumo da maior economia do mundo se deteriore, será inevitável que o País fique ileso.
Otimismo para o segundo semestre
Apesar de o risco de recessão ainda ser significativo, a Austin acredita que não se trata de um colapso e crê que as ações do Fed, Tesouro e governo surtirão efeitos mais contundentes ao longo do primeiro semestre de 2008, podendo inclusive fazer com que a economia do país retome o crescimento na segunda metade do ano.
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Com isso, a equipe da Austin prevê uma forte volatilidade nas bolsas ao longo do primeiro semestre, com tendência de redução durante o segundo semestre na medida em que as notícias sobre a saúde financeira e econômica dos EUA seguirem o cenário traçado pela agência.