Plano de ajuda à Grécia deve ser fechado ainda neste final de semana

França e Alemanha, além de chefe da Comissão Europeia, sinalizam conclusão de acordo para os próximos dias

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SÃO PAULO – O plano de ajuda à Grécia deve ser finalmente desvendado nesteo final de semana. Essa é a expectativa do chefe do órgão de regulação do mercado financeiro francês, Jean Pierre Jouyet, e também de um portavoz do Ministério de Finanças alemão.

“Vai ser feito, está quase completo. Eu não tenho nenhuma dúvida a respeito disso”, declarou Jouyet acerca do plano de ajuda ao país helênico. De acordo com reportagem publicada pelo jornal britânico Financial Times na véspera, a quantia a ser emprestada à Grécia gira em torno de € 24 bilhões.

União Europeia, FMI (Fundo Monetário Internacional) e BCE (Banco Central Europeu) se reúnem em Atenas para negociar o pacote de ajuda e fechar um acordo para reverter o risco de um default no Grécia, fato que poderia fragilizar outras economias do bloco monetário.

Em linha com a expectativa francesa, um porta voz do ministério de finanças alemão também afirmou que o país espera que um acordo entre o país helênico, FMI e UE seja firmado ainda neste final de semana.

Medidas gregas
Neste contexto, a atual maior preocupação dos governantes gregos é convencer os membros da UE de que o país está adotando medidas austeras para combate ao déficit fiscal. A Grécia pretende assegurar um pacote que ultrapasse a cifra de € 120 bilhões e que poderia afastar a crise vivida pelo país de outros países europeias.

Desconfiança chinesa?
Em comitiva em Beijing, na China, o presidente da Comissão Europeia, José Manuel Durão Barroso, afirmou nesta sexta-feira (30) que o plano de ajuda a ser definido em poucos dias será suficiente para prevenir que a crise se espalhe por outros países do velho continente.

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Questionado sobre uma possibilidade de desconfiança da China em relação à saúde europeia, Barroso foi enfático. “Eu não acho que a China esteja desconfiada em relação à União Europeia ou ao euro, muito pelo contrário”, declarou Barroso citando encontros com o premier chinês Wen Jiabao.