Planner retira Ambev e adiciona Taesa entre recomendações de dividendos

Portfólio da corretora ficou abaixo do Ibovespa no último mês de 2012: avanço de 4,98% contra 6,05%

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SÃO PAULO – A Planner fez apenas uma alteração para sua carteira recomendada de dividendos do mês de janeiro. No lugar das ações da Ambev (AMBV4) entrou os papéis da Taesa (TAEE11). Os ativos da empresa de bebidas foram retirados após uma queda de 0,66% no último mês de 2012.

Em dezembro a carteira de dividendos da corretora teve rentabilidade de 4,98%, abaixo do Ibovespa, que encerrou o mês com um avanço de 6,05%.

Portfólio sugerido para o mês:

Empresa Código Preço-alvo Upside* Dividend Yield**
Taesa TAEE11

R$ 24,30

+10,20% 7,4%
AES Tietê GETI4 R$ 23,00 -0,04% 11,1%
Banco do Brasil BBAS3 R$ 31,30 +18,97% 6,4%
Banrisul BRSR6 R$ 20,10 +20,43% 5,4%
Telefonica Brasil VIVT4 R$ 55,00 +9,74% 4,9%

* Potencial de valorização com base na cotação de fechamento de 3 de janeiro de 2013
** Projeção para 2013 

AES Tietê (GETI4)
Apesar da intervenção do governo, a companhia continuou distribuindo 100% dos resultados na forma de dividendos, correspondentes a R$ 2,63/ação em 2013. Diante desse cenário, a Planner acredita em um pay-out elevado até 2015.

Taesa (TAEE11)
Os analistas da corretora veem na companhia uma geração de caixa previsível e estável, com boa margem operacional e forte distribuição de dividendos. Além disso, a empresa dobrou de tamanho nos últimos 2 anos, considerando a Receita Anual Permitida (RAP).

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Banco do Brasil (BBAS3)
O banco permaneceu na carteira de janeiro, devido ao desconto que sofreu frente a seus pares. Os analistas lembram que 40% do seu lucro líquido é distribuído e há uma menor valorização relativa. Outro fator que pode alavancar as cotações do banco é a provável abertura do IPO do BB Seguridade em 2013.

Banrisul (BRSR6)
Apesar de ser um banco de grande porte, sua negociação está sendo realizada na medida de uma instituição de médio porte, devido ao seu caráter regional, com forte presença no Rio Grande do Sul. Possui longo histórico de rentabilidade e crescimento, aliado a boas práticas de gestão. Sua política de crédito disciplinada também tem resultado em um menor número de inadimplentes em comparação a seus pares.

Telefônica Brasil (VIVT4)
A companhia possui boa previsibilidade de resultados e é considerada a melhor, em seu segmento, em um longo prazo, em função de sua base sólida, como sua liderança em market share no segmento móvel acompanhada pela qualidade nos serviços. Além disso, pesaram os fatos de que a Telefônica possui baixo endividamento e é excelente pagadora de dividendos (pay-out em torno de 100%).


Repórter de mercados do InfoMoney, escreve matérias sobre ações, câmbio, empresas, economia e política. Responsável pelo programa “Bloco Cripto” e outros assuntos relacionados à criptomoedas.