Planner eleva preço-alvo das ações do Banco do Brasil e recomenda compra

Relatório elaborado pela corretora sugere ânimo; projeções indicam papel a R$ 31,00 até o final do ano

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SÃO PAULO – A equipe de analistas financeiros da Planner elevou o preço-alvo para o final do ano das ações do Banco do Brasil de R$ 25,00 para R$ 31,00, reiterando a recomendação de compra dos papéis ordinários (BBAS3).

Como mostra o relatório de investimentos escrito por Persio Nogueira Jr, a incorporação do banco Nossa Caixa poderá permitir o crescimento dos empréstimos consignados e o aumento da capilaridade, o que trará algum benefício aos resultados do grupo.

“Nós esperamos enxergar uma melhora no desempenho do Banco do Brasil em virtude do crescimento das operações” descreveu a Planner. “Além disso, contabilmente, o BB passará a reconhecer o resultado do Votorantim, após concluir sua aquisição”.

Compra do Votorantim

Ponto de destaque na análise do grupo, a Planner acredita que a parceria com o Banco Votorantim deverá criar sinergias bastante positivas para o BB, pois terá a oportunidade de usufruir da “expertise e agilidade de um banco com características totalmente diferentes das suas”.

Por outro lado, os especialistas alertam para o possível aumento de competitividade no mercado bancário no segundo semestre de 2009, o que representa um risco de longo prazo para o Banco do Brasil.

“Os bancos estrangeiros, que se mostraram acanhados no primeiro semestre por conta dos problemas enfrentados nas suas matrizes, deverão ter uma atuação mais dinâmica”, comentou a Planner. “Além disso, os bancos médios, prejudicados pela crise de liquidez, já demonstram terem superado suas dificuldades e também voltarão a atuar com mais desenvoltura neste semestre”.