Energia

PIS/Cofins da energia elétrica ajudará IPC a baixar em junho, dia a Fipe

Conforme os cálculos da Fipe, a alíquota do PIS ficará 7,06% menor em junho e a de Cofins será 6,67% inferior; de fato, de acordo com informação do próprio site da Eletropaulo, os números sofreram ajustes menos intensos entre maio e junho

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O item energia elétrica voltará a ajudar a reduzir a inflação na cidade de São Paulo em junho. A previsão é do coordenador do Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), André Chagas, que, em entrevista ao Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, explicou que a ajuda será dada pela definição mensal que a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) costuma dar às alíquotas de PIS/Cofins nas contas da Eletropaulo (ELPL4). Desta vez, segundo ele, o número escolhido será inferior ao de maio.

Conforme os cálculos da Fipe, a alíquota do PIS ficará 7,06% menor em junho e a de Cofins será 6,67% inferior. De fato, de acordo com informação do próprio site da Eletropaulo, os números sofreram ajustes menos intensos entre maio e junho. A alíquota do PIS passou de 0,85% para 0,79%. A de Cofins, por sua vez, passou de 3,90% para 3,64%.

Por meio destes números, a Fipe projetou que o item energia elétrica apresentará uma variação positiva de apenas 0,41% em junho e contribuirá com 0,02 ponto porcentual do IPC. Em maio, o componente mostrou avanço de 1,53% e respondeu por 0,06 ponto porcentual do índice. O processo de desaceleração ante abril (quando aumentou 19,70% e a contribuiu com 0,68 ponto porcentual) foi fundamental para a alta menor da inflação no mês passado na capital paulista (de 0,62% ante 1,10%).

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“Com certeza, o item energia elétrica vai deixar de ser vilão da inflação”, comentou André Chagas. “Mas, para ser mocinho, vai faltar muito”, opinou, referindo-se ao fato de o componente ter sido o grande responsável pelo avanço da inflação nos primeiros meses de 2015 pela série de reajustes extraordinários definidos pelo governo federal, além da adoção do sistema de bandeiras tarifárias.

Segundo a Fipe, entre janeiro e maio de 2015, a energia elétrica acumulou alta de 49,20% em São Paulo e ficou com variação muito acima da inflação média captada pelo IPC, de 5,36%. O mesmo aconteceu no acumulado de 12 meses, já que o item avançou 74,52% ante 7,60% do indicador.