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(Bloomberg) — A Pacific Investment Management Co. (Pimco) tem um alerta para os investidores: não subestimem a possibilidade de erro pelo banco central dos EUA.
O Federal Reserve pode apertar a política monetária mais rápido do que o esperado pelos mercados ao longo dos próximos dois anos por causa do efeito da troca de pessoal sobre as decisões da instituição, afirmou Joachim Fels, assessor econômico global da Pimco. Segundo ele, os mercados estão ignorando muitos riscos ao colocarem o foco no potencial impulso à economia proporcionado pelas medidas do presidente Donald Trump.
Fels se junta ao grupo de investidores que questionam a perspectiva para a economia americana, enquanto o Fed lida com a falta de clareza do novo governo, que tem direito a preencher diversas vagas no banco central. O presidente da BlackRock, Larry Fink, e economistas do Goldman Sachs Group criticaram o processo de elaboração das políticas pró-crescimento.
A expectativa agora fica por conta dos depoimentos da presidente do Fed, Janet Yellen, ao Congresso nesta semana e dos dados que devem mostrar aceleração da inflação no país.
“O Fed pode ficar mais agressivo e apertar exageradamente”, afirmou Fels durante uma videoconferência na terça-feira, falando da sede da gestora de recursos, em Newport Beach, na Califórnia. “É preciso ter em mente que o Fed não está exageradamente expansionista nesta fase. Então, se o Fed ficar mais agressivo e houver mais elevações de juros do que indica a precificação do mercado agora, pode acontecer de o Fed ficar contracionista em uma fase relativamente antecipada.”
O Fed subiu a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual em dezembro e não deu indicação sobre quando vai acontecer a próxima alta. As evidências sugerem melhora contínua, porém lenta, da economia americana. A próxima reunião do Comitê de Mercado Aberto (FOMC) será nos dias 14 e 15 de março. Os contratos no mercado de futuros indicam 30 por cento de chance de aumento de juros nesse encontro.
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Um dos diretores do Fed, Daniel Tarullo, deixará a instituição no começo de abril. Já existem duas vagas abertas e a saída dele abrirá caminho para a Casa Branca preencher três dos sete assentos na diretoria do Fed em Washington.
A Pimco, que administra US$ 1,47 trilhão em ativos, reduziu o risco de algumas carteiras e acredita que faz sentido se proteger da inflação, disse Fels.