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SÃO PAULO – Em meio ao novo cenário desenhado pelos desdobramentos da crise nos últimos meses, a Pimco – maior gestora de títulos do mundo – acredita que a economia global deve embarcar a partir do segundo semestre de 2009 para “uma nova jornada de mudanças” ao longo dos próximos anos.
Dentre as alterações, que devem resultar em um “Novo Normal” para o cenário econômico, conforme destaca a instituição, está a diminuição do ritmo de crescimento entre os países desenvolvidos, principalmente em função dos elevados níveis de suas dívidas e da difícil situação do setor financeiro.
Por outro lado, no caso das economias emergentes, a gestora acredita que o crescimento se dará em um ritmo bem mais acelerado. “Haverá uma troca contínua de poder econômico dos mercados desenvolvidos para os países emergentes”, afirma a Pimco, que enfatiza as nações em melhores condições financeiras, como a China.
Curto e longo prazo
Voltando à visão mais generalizada para a economia mundial, a instituição ressalta que os riscos de deflação devem predominar no curto prazo, dada a elevada discrepância entre oferta e demanda existente nos mercados. No longo prazo, porém, a tendência deve se inverter, de modo que os bancos centrais devem trabalhar para impedir um avanço significativo da inflação.
Os estímulos monetários, aliás, deverão ser um dos fatores que ditarão o rumo da economia nos próximos anos, assim como os estímulos fiscais e a recomposição dos estoques nos países mais relevantes do globo, avalia a Pimco. Para ela, os efeitos positivos oriundos destas questões serão sentidos em maior intensidade a partir de 2010, embora o consumo ainda deva ser pressionado pelos altos níveis de dívida.
Recuperação em W
Diante de tais considerações, a gestora é mais uma que aposta em uma recuperação da economia em forma de W. Ou seja, queda, recuperação, nova queda, e só então uma recuperação mais consistente.