Pimco prevê crescimento dos prêmios de risco, por conta da desaceleração dos EUA

Instituição acredita que, diante deste cenário, Brasil, México e Rússia terão os melhores desempenhos

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SÃO PAULO – Tendo em vista a desaceleração economia norte-americana, a deflação das commodities e a diminuição do apetite por risco, a Pacific Investment Management Co. (Pimco) prevê que os prêmios de risco nos mercados emergentes devem crescer nos próximos meses.

Segundo o relatório divulgado nesta sexta-feira (15), a instituição acredita que Brasil, México e Rússia terão os melhores desempenhos diante deste cenário. O primeiro impulsionado, entre outros fatores, pela diminuição das necessidades de financiamento externo, depois que o governo brasileiro reduziu em US$ 36,1 bilhões a dívida externa.

No caso da Rússia, o pico das cotações das commodities e o acúmulo de reservas internacionais favoreceu o país. Já o México está posicionado para se beneficiar da “credibilidade das políticas e da solvência”, segundo a Pimco.

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Mais vulneráveis

No entanto, lembra a instituição, em razão do déficit em conta corrente e dos baixos níveis de reservas internacionais, os bônus da Turquia e da Hungria são os mais vulneráveis a uma desaceleração dos fluxos de capital para os mercados emergentes.