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SÃO PAULO – De acordo com a nova metodologia do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, a preços de mercado, cresceu 3,7% ao longo dos quatro trimestres de 2006, atingindo R$ 2,323 trilhões.
Com este resultado, o PIB per capita teve crescimento real de 1,4% no último ano. Na passagem do terceiro para o quarto trimestre de 2006, o produto cresceu 0,9%, já considerados os ajustes sazonais. Em relação ao quarto trimestre de 2005, o crescimento do PIB no período entre outubro e dezembro de 2006 foi de 4,8%.
Com a nova metodologia, PIB cresceu mais em 2006
O avanço do PIB no último ano, em relação à apuração de 2005, ficou acima do cálculo que utilizava a metodologia anterior. O resultado divulgado em 28 de fevereiro apontou crescimento acumulado de 2,9% em 2006.
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O incremento do PIB per capita no último ano também superou em 1,0 ponto percentual o apresentado pela metodologia anterior. Já o crescimento na passagem entre o terceiro e o quarto trimestre de 2006 ficou abaixo dos 1,1% apurados nos cálculos anteriores do IBGE.
Agropecuária é destaque na comparação anual
Em relação ao quarto trimestre de 2006, o Valor Adicionado a preços básicos aumentou 3,5%, enquanto os impostos sobre produtos foram incrementados positivamente em 5,2%.
Dentre os setores que contribuem para a geração do Valor Adicionado, nesta base de comparação, a Agropecuária obteve o maior crescimento (4,1%), seguida por Serviços (3,7%) e Indústria (2,8%).
Cabe destacar que a metodologia anterior do IBGE mostrou maior crescimento do setor agropecuário (6,0%). Além disso, o segmento industrial (3,7%) aparecia à frente de serviços (2,6%).
Importações e exportações em alta
A nova metodologia das Contas Trimestrais do IBGE também mostra que, entre os componentes da demanda interna, o consumo das famílias cresceu 4,3% entre o quarto trimestre de 2005 e o mesmo período de 2006, registrando seu terceiro ano consecutivo de avanço. Nesta mesma base comparativa, a Formação Bruta de Capital Fixo avançou 8,7%.
Pelo lado externo, as exportações de bens e serviços avançaram no período (4,6%), assim como as importações, que continuam em expressiva expansão (18,1%).