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SÃO PAULO – O crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro, revelado na manhã desta quarta-feira (29), desapontou o mercado ao apontar para expansão da atividade econômica em 0,6% na comparação com os últimos três meses de 2012, enquanto as projeções apontavam para alta de 0,9%.
Excetuando o setor agrícola, que foi excepcionalmente bem, com alta de 9,7% na comparação trimestral e o mais forte desde 1992, o único destaque positivo ficou com a recuperação dos investimentos fixos, aponta o HSBC. Os dados sugerem que o setor agrícola foi um fator-chave para a expansão do crescimento, avalia, enquanto o resto da economia está próximo de um impasse.
PIB fraco + consumo fraco = alta moderada da Selic
Em meio aos números decepcionantes do PIB, que aumentou as previsões para baixo de crescimento do PIB brasileiro pelo HSBC, atualmente em 2,6%, a equipe de análise econômica do banco “aumentou a convicção” de que o Copom (Comitê de Política Monetária) decidirá por um aumento de 0,25 ponto percentual na Selic, em reunião terminará na noite desta quarta-feira.
“No todo, o PIB do primeiro trimestre foi significativamente mais fraco do que o esperado, enquanto o crescimento do consumo foi irreconhecivelmente mais lento”, afirma a equipe do banco. Para ilustrar o quão fraco é o consumo em relação ao desempenho da economia desde que a presidente Dilma Rousseff assumiu o cargo, o crescimento médio do consumo ficou em 0,6% na comparação trimestral desde 2011, enquanto no governo Lula foi de 1,2%”, destaca.
Com isso, os economistas do HSBC acreditam que o relatório decepcionante do PIB reduz a probabilidade de que o Banco Central vai acelerar o ritmo de caminhada. “Em particular, o Banco Central já defendeu no passado, que, por definição, a política monetária é um instrumento para administrar a demanda. Com o crescimento do consumo registrando uma forte desaceleração no primeiro trimestre, parece provável que o Banco Central irá preferir continuar a administrar a política monetária com cautela”, avalia.
Até então, os economistas mostravam-se bastante divididos se a Selic iria ser ajustada em 0,25 p.p. ou 0,50 p.p., sendo que um dos condicionantes para um aumento mais forte do patamar da taxa básica de juro seria uma recuperação da economia brasileira. Com os números do PIB vindo como mais modestos, os economistas veem como mais provável um ajuste mais moderado da economia.