PIB dos EUA vem abaixo do esperado e bolsas reforçam quedas pela tarde

País cresceu menos que o previsto no quarto trimestre de 2009; petróleo cai enquanto dólar comercial mantém alta

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SÃO PAULO – A sexta-feira (26) segue tomada por um clima indefinido na renda variável internacional, com as bolsas europeias, a brasileira e os negócios em Wall Street operando no campo negativo.

O PIB norte-americano mostrou alta anualizada de 5,6% no quarto trimestre de 2009, abaixo da expansão de 5,9% esperada por analistas, mas que, ainda assim, representa a melhor performance econômica do país nos últimos seis anos. O índice de confiança do consumidor, por sua vez, atingiu 73,6 pontos em março, acima dos 72,5 pontos vistos em fevereiro.

Por aqui, a sexta-feira é de noticiário tranquilo e agenda escassa. Referência de maior peso do dia, a Sondagem Industrial de fevereiro elaborada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria) revelou 50,8 pontos na produção do setor, próximo da linha divisória de 50 pontos e estável em relação à medição anterior.

Treasuries e petróleo
Com o clima de aversão mais forte entre os investidores, o rendimento dos títulos de 10 anos do Tesouro norte-americano opera em queda, o que demonstra uma tendência de alta no preço. Já o risco-país cai 2 pontos frente à última sessão, a 182 pontos.

O mercado de commodities, por sua vez, segue sem uma tendência definida no rumo das principais cotações. A onça de ouro sobe 0,82% em Londres, ao passo que o barril de petróleo recua 0,58%, negociado a US$ 79,15 cada em Nova York.

Câmbio e renda fixa
O dólar comercial opera no campo positivo desde o começo de suas negociações. Nesta tarde, a moeda norte-americana é cotada a R$ 1,823, valorização de 0,72%.

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No mercado de juros futuros, duas tendências distintas na BM&F Bovespa: os contratos mais próximos tendem a movimento de alta, em resposta à ata do Copom, ao passo que os juros mais distantes operam em queda.

Ibovespa em queda
O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo, apresenta leve baixa de 0,44% nesta tarde e atinge 68.138 pontos. O volume financeiro é de R$ 3,296 bilhões.

O principal destaque negativo fica com as ações ordinárias da JBS (JBSS3), que registram desvalorização de 4,07% e são cotadas a R$ 7,54. Com essa variação, a baixa acumulada desde o início do ano chega a -19,10%.

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 As maiores baixas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 JBSS3 JBS ON 7,54 -4,07 -19,10 47,69M
 RSID3 Rossi Resid ON 13,04 -2,61 -14,77 10,84M
 CYRE3 Cyrela Realty ON 20,72 -2,54 -15,43 115,30M
 LREN3 Lojas Renner ON 39,87 -2,52 +1,45 12,88M
 MRVE3 MRV ON 13,10 -2,24 -7,09 16,71M

As maiores altas dentre as ações que compõem o Ibovespa são:

Cód. Ativo Cot R$ % Dia % Ano Vol1
 NETC4 Net PN N2 22,56 +2,04 -6,00 12,07M
 NATU3 Natura ON 36,01 +1,95 +1,63 10,97M
 USIM3 Usiminas ON 57,15 +1,01 +14,09 9,94M
 GGBR4 Gerdau PN 26,66 +0,98 -8,51 62,43M
 LIGT3 Light ON 24,76 +0,86 +3,42 11,68M

* – Lote de mil ações
1 – Em reais (K – Mil | M – Milhão | B – Bilhão)