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SÃO PAULO – O recém-divulgado PIB (Produto Interno Bruto) norte-americano demonstrou a maior expansão trimestral dos últimos seis anos, atingindo uma elevação da ordem de 5,7% no último trimestre de 2009. O resultado veio acima das expectativas dos analistas, que esperavam aumento de 4,7%. No entanto, na comparação anual, o ano de 2009 apresentou a maior contração (-2,4%) desde 1946.
Dentre os destaques da boa performance nos últimos meses do ano passado está a pequena diminuição nos estoques, que contribuíram com 3,4 pontos percentuais no PIB – a maior participação em duas décadas.
Outro dado de destaque foi o aumento de 13% na compra de equipamentos e softwares no quarto trimestre – maior desde 2006 – o que ajudou a compensar a queda de 15% na construção comercial, fazendo com que o total de investimentos corporativos expandisse 2,9% ante o trimestre anterior.
Freio nos gastos do consumidores
No período houve também um freio na expansão dos gastos dos consumidores, que compreende cerca de 70% da economia do país. Seu avanço foi de 2%, 0,2 p.p. acima das estimativas do mercado, mas ficando abaixo do desempenho reportado no trimestre imediatamente anterior (+2,8%) – um forte lembrete do alto índice de desemprego vivido pelo país (10%).
Vale lembrar que as compras no terceiro trimestre foram maiores devido ao incentivo governamental para a compra de veículos, facilitando a troca de automóveis usados e caminhões por outros mais novos e com consumo mais eficiente de combustíveis.
Diminuição nos estoques
No que tange às vendas finais reais de produto doméstico – PIB menos a variação dos estoques privados – houve uma elevação a uma taxa anual de apenas 2,2% nos últimos três meses de 2009, após aumentarem 1,5% no terceiro trimestre do ano.
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As companhias do país diminuíram seus estoques no quarto trimestre em US$ 33,5 bilhões, muito abaixo que as reduções de US$ 139,2 bilhões e de US$ 160,2 bilhões promovidas respectivamente no terceiro e no segundo trimestre. O ritmo menor de redução acrescentou 3,39 pontos porcentuais ao PIB no intervalo.