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SÃO PAULO – A economia dos Estados Unidos cresceu 3,5%, em taxa anualizada, na primeira leitura do PIB (Produto Interno Bruto) referente ao terceiro trimestre, conforme dados do Departamento de Análise Econômica norte-americano publicado na manhã desta sexta-feira (26). O crescimento foi liderado por gastos do consumidor.
O resultado ficou ligeiramente acima das expectativas do mercado. A estimativa mediana da Bloomberg projetava que a maior economia do mundo mostrasse um crescimento de 3,30% no acumulado de 12 meses encerrado no segundo trimestre, contra um resultado anterior de 4,20%.
Os gastos dos consumidores, um dos principais componentes do PIB, cresceu 4% no terceiro trimestre, no melhor resultado em quase quatro anos. A baixa taxa de desemprego, o crescimento dos empregos e dos salários e os cortes nos impostos aprovados no fim de 2017 incentivaram os gastos dos consumidores.
As exportações diminuíram no terceiro trimestre, caindo a uma taxa anualizada de 3,5%, em meio a ventos contrários do comércio global, enquanto as importações subiram 9,1%.
O investimento das empresas também se mostrou fraco, com os investimentos fixos não residenciais refletindo gastos em construção comercial, equipamentos e produtos de propriedade intelectual, aumentando 0,8% no terceiro trimestre, após subirem a uma taxa anualizada de 8,7% no segundo trimestre.
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O setor de habitação, contudo, foi um obstáculo ao crescimento pelo terceiro trimestre consecutivo. O investimento fixo residencial caiu 4,0% entre julho e setembro, refletindo o aumento das taxas de juros de curto prazo, baixo estoque de imóveis e mudanças no código tributário.
O Fed (Federal Reserve, o banco central norte-americano) prevê que a economia norte-americana avance 3,1% neste ano. Enquanto isso, os diretores esperam uma taxa de desemprego caindo para 3,7% e a inflação se mantendo em torno de 2,1%.
(Com Agência Estado)