PIB dos EUA cresce 1,4% no quarto trimestre e supera expectativas

Maiores gastos do governo e das famílias, além da redução das importações levaram a revisão do PIB de 0,2% para 1,4%

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SÃO PAULO – O Departamento de Comércio norte-americano divulgou há pouco uma expansão de 1,4% no Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no último trimestre do ano passado, na segunda prévia do crescimento da economia do país em 2001. Este resultado supera consideravelmente o primeiro levantamento para o PIB, que indicou uma expansão econômica de 0,2 e também é maior que a expectativa do mercado, que projetava um incremento de 0,9% para a economia do país nos últimos três meses do ano.

Economia pode estar saindo da recessão

A revisão do PIB indicou o incremento nos gastos com o consumo e nas despesas governamentais. Ao mesmo tempo, o Departamento do Comércio rebaixou os gastos gerados pela importação, melhorando o indicador geral revisto. A contribuição destes itens mais que compensou as contribuições negativas dos investimentos em estoques no setor privado, exportações e investimentos em renda fixa.

Neste sentido, a segunda prévia do PIB norte-americano sustenta a posição defendida ontem por Alan Greenspan, presidente do Fed, diante do Congresso do país de que a recessão está próxima do fim. Greenspan adotou a cautela a expressar seu otimismo, indicando que ainda existem riscos para a economia, já que a recuperação ainda não se consolidou. Os EUA estão oficialmente em recessão desde março do ano passado.

Consumo e gastos do governo foram destaques

No quarto trimestre de 2001, o gasto com o consumo registrou um incremento de 6,0%, motivado pelas promoções de carros novos financiados sem juros, e pelas compras de final de ano. Os gastos governamentais cresceram 11,6% no período, a defesa nacional exigiu um incremento de 9,4% nos recursos direcionados à defesa bélica. Já os gastos não-defensivos do governo norte-americano elevaram-se em 15,7%.

Com relação ao resultado do terceiro trimestre, em que a economia norte-americana registrou um declínio de 1,3%, a revisão dos dados dos três últimos meses do ano passado reforça a indicação de recuperação. Neste sentido, vale lembrar que a recuperação concentrada em gastos governamentais pode ter continuidade caso haja necessidade de ampliar as despesas bélicas. Do mesmo modo, o incremento do consumo das famílias também pode motivar a recuperação econômica mais consistente.

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