PIB do terceiro trimestre permanece estagnado, aponta Serasa Experian

Atividade econômica pelo lado da oferta agregada registrou alta de 0,3% em comparação mensal, com avanço de 0,4% nos serviços

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SÃO PAULO – A economia brasileira permaneceu estagnada no terceiro trimestre deste ano, enquanto avançou 0,3% na passagem de agosto para setembro, descontando as influências sazonais, conforme apontou o indicador Serasa Experian de Atividade Econômica.

Levando em consideração a atividade pelo lado da oferta agregada, os serviços registraram leve alta de 0,4% e a indústria teve desempenho 0,3% melhor que o mês anterior, enquanto a agropecuária manteve-se estável. Pelo lado da demanda agregada, os investimentos listaram alta de 1,6%, os consumos das famílias e do governo cresceram 0,7% e 0,1%, respectivamente, enquanto as importações de bens e serviços aumentaram 3%. Por outro lado, as exportações de bens e serviços caíram 1,7%.

Na comparação com setembro de 2009, o crescimento econômico brasileiro atingiu 5,9% no mês, conforme os dados da Serasa Experian. Dessa forma, nos primeiros nove meses de 2010, o indicador aponta alta de 8,0% na comparação com o mesmo período do ano passado.

Os serviços, cujo desempenho foi o destaque positivo em setembro, é o menor determinante do avanço de 7,1% da economia nos últimos 12 meses, tendo subido 5,2% no mesmo período, enquanto a indústria expandiu 10,1% e a agropecuária 6,4%.

Economia deve reacelerar no quarto trimestre
A atividade industrial mais deprimida, ocasionada por um processo de ajuste de estoques, somado à contribuição negativa do setor externo, com uma maior expansão das importações em detrimento às exportações devido à valorização cambial e ao baixo dinamismo de diversas economias internacionais, levaram a um crescimento nulo no trimestre, aponta a Serasa.

“Entretanto, o fim do processo de ajustamento de estoques no setor industrial, as condições de crédito e de consumo favoráveis, o avanço da massa real de rendimentos, a reversão – ainda que parcial – da valorização cambial e os gastos públicos mais elevados deverão proporcionar uma reaceleração da atividade econômica a partir do quarto trimestre deste ano”, comentam os economistas da Serasa.