PIB do Brasil no 1º trimestre, produção industrial e “payroll”: o que acompanhar na semana

Tudo o que o investidor precisa saber antes de operar na semana

Mitchel Diniz

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A semana vai ser mais curta nos Estados Unidos, com o feriado de Memorial Day já nesta segunda-feira (29). Em função da data que homenageia militares americanos mortos em combates, as Bolsas em Nova York vão estar fechadas. Mas isso não significa que os próximos dias não serão agitados, pelo contrário. Um acordo sobre possível aumento no teto da dívida dos Estados Unidos parece estar mais próximo e pode ser firmado em breve. E aqui no Brasil, o grande destaque vai ser o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre de 2023.

O aguardado indicador vai ser divulgado na próxima quinta-feira (1) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O consenso Refinitiv prevê um crescimento anual de 1,9% da economia brasileira no período e de 1,3% na comparação com o quarto trimestre de 2022.

“Projetamos uma alta de 1,5% em relação ao último trimestre de 2022, com expectativa de uma forte expansão da agropecuária e leve alta do setor de serviços”, escreveram os analistas do Bradesco. “Pela ótica de demanda, esperamos que o consumo das famílias cresça 0,6%, enquanto os investimentos deverão cair 0,6%.”

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O Itaú prevê crescimento trimestral de 1,4% e também aposta que o setor agrícola será a maior contribuição positiva para o indicador, seguido por serviços, enquanto a indústria deverá apresentar uma leve retração.

“Vale notar, pelo lado da demanda, um mercado de trabalho resiliente e impulsos fiscais (aumento de salário mínimo e do Bolsa Família) dando suporte ao crescimento econômico”, escreveu Mario Mesquita, economista-chefe do banco.

Produção industrial e emprego são outros destaques da agenda

Dados sobre a atividade econômica brasileira do segundo trimestre também estão previstos para os próximos dias. Na sexta-feira (2), será divulgada a produção industrial de abril. O consenso Refinitiv prevê contração mensal de 1,1%.

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Após números fortes em março, o Itaú prevê uma contração mensal de 0,4%, com quedas tanto na indústria manufatureira quanto na extrativista. O Bradesco, por sua vez, prevê alta de 0,6% no indicador, que também será divulgado pelo IBGE.

Os dados do mercado de trabalho dão peso extra à agenda. Tanto o Cadastro Nacional de Empregados e Desempregados (Caged) quanto a PNAD Contínua serão divulgados na quarta-feira (31). O Itaú calcula que 112 mil empregos formais tenham sido criados em abril e que a taxa de desemprego tenha caído de 8,8% para 8,7%.

“Asemana se torna relevante ao cenário doméstico pois, além de conhecer a composição da expansão do PIB no 1º trimestre, também será conhecido em qual grau de resiliência o mercado de trabalho entrará no 2º trimestre, especialmente pela ótica da renda e do número de pessoas trabalhando na economia”, diz o comentário do Bradesco.

A semana ainda vai trazer os números da balança comercial de maio (na quinta-feira), com o Itaú prevendo superávit de US$ 9,3 bilhões. Dados de arrecadação do governo federal e estatísticas monetárias e de crédito também são esperados para os próximos dias.

“Payroll” é destaque na agenda internacional

Nos Estados Unidos, a semana traz os números oficiais de emprego do país. O payroll será divulgado na sexta-feira e o consenso Refinitiv aponta para a criação de 195 mil postos de trabalho em maio, número inferior aos 253 mil registrados em abril. A taxa de desemprego deve ficar em 3,5%.

Na quinta-feira, sai a pesquisa ADP e o consenso de mercado prevê a criação de 170 mil empregos no setor privado em maio. O relatório JOLTS será divulgado na quarta e a previsão é de 9,350 milhões de vagas em aberto no mês de abril.

Mitchel Diniz

Repórter de Mercados