Perspectivas

PIB da China, acordo comercial e IBC-Br: o que acompanhar na próxima semana

Tudo que o investidor precisa saber antes de operar na semana

SÃO PAULO – Apesar da tensão entre Estados Unidos e Irã ter diminuído no mercado, os investidores agora têm uma agenda de indicadores recheada para acompanhar na próxima semana. Entre os destaques ficam os dados da economia chinesa e números de inflação no Brasil.

Por aqui, após um dado fraco da produção industrial e o IPCA ficar acima do previsto, superando o centro da meta do governo para 2019, a agenda ganha maior importância nos próximos dias com chance de alterar as apostas para um corte da Selic neste início de ano.

Os investidores ficam atentos aos números de novembro do varejo, que será publicado na quarta-feira (15), com analistas esperando uma alta, segundo dados compilados pela Bloomberg. A semana ainda contará com dados de serviços e do IBC-Br, considerado uma prévia do Produto Interno Bruto (PIB).

A inflação também segue no radar com o IGP-10 de janeiro. De acordo com a Bloomberg, analistas acreditam que a pressão dos preços das carnes deve diminuir, tendência que já apareceu na 1ª prévia do IGP-M de janeiro. Saem ainda os indicadores de inflação IPC-Fipe e IPC-S.

Indicadores externos

Na agenda internacional, um dos principais dados será o PIB da China, na quinta-feira (16). A estimativa do mercado é que a segunda maior economia do mundo mostre crescimento anualizado de 6%. Ainda por lá saem os números da produção industrial e vendas no varejo.

Já nos Estados Unidos, o calendário tem os números de inflação do CPI e o Livro Bege, em que os dirigentes do Federal Reserve apresentam suas visões para o atual cenário da economia americana.

Importante também para o investidor acompanhar será a ida do vice premier chinês, Liu He, até Washington para assinar a primeira fase do acordo comercial com os EUA. Nos últimos dias, o presidente Donald Trump disse que assim que o documento for assinado já começará a trabalhar na fase 2.

Completam a agenda a decisão de juros do Banco Central Europeu, com discurso da presidente Christine Lagarde. No Japão, fala ainda o presidente do banco central local, Haruhiko Kuroda.

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