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SÃO PAULO – De acordo com relatório divulgado pelo Morgan Stanley, a economia dos países latino-americanos pode retrair 4% neste ano, atingindo a maior contração desde pelo menos 1980. Isso se deve à dificuldade que estes governos enfrentam na contenção de gastos.
Os efeitos da crise mundial podem ser sentidos na região com a redução das exportações e a queda dos preços das commodities. Segundo o economista da Morgan Stanley Daniel Volberg, a região se recuperará com a melhora e a estabilidade da economia global.
No entanto, a duração e a magnitude da contração econômica, apontada pelo relatório, não podem ser previstas. O economista Gray Newman, do Morgan Stanley, afirmou que os países “irão sofrer – assim como muitos emergentes – devido ao espaço limitado para se realizar uma política anticíclica”.
Acredita-se que a economia que mais será afetada é a mexicana, a segunda maior da região, contraindo 5% em 2009. Já o PIB (Produto Interno Bruto) da Argentina pode recuar 4,7%. De acordo com as projeções do banco, a economia peruana é a única que pode ter uma expansão, na faixa de 0,9%.
Brasil
Pelas estimativas do Morgan Stanley, a mais expressiva economia da América Latina deve contrair 4,5%, acarretando na maior queda do PIB da série histórica, iniciada em 1948. Importante lembrar que a economia brasileira contraiu 3,6% no quarto trimestre de 2008, com relação aos três meses anteriores.
A ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, declarou em uma conferência em Nova York que uma recessão no Brasil é um acontecimento improvável. Já o ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou que o País possui as armas necessárias para combater a crise mundial e espaço para realizar possíveis políticas fiscais.
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A economia brasileira, segundo o vice chairman do Citigroup, William Rhodes, é, dentre os países emergentes, a mais preparada para enfrentar uma crise.