PIB brasileiro desacelera e avança 2,3% em 2005, mas fica em linha com o esperado

Em relação à 2004, foi a indústria que registrou a maior expansão, de 2,5%, seguida pelo setor de Serviços, que cresceu 2%

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SÃO PAULO – O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou, na manhã desta sexta-feira, 24 de fevereiro, o resultado das Contas Nacionais do quarto trimestre e do acumulado de 2005.

Foi verificado que, nos últimos três meses do ano, o PIB (Produto Interno Bruto) teve uma variação positiva de 1,4% em relação ao mesmo período de 2004. Com isso, seu crescimento anual foi de 2,3%. Na comparação com o trimestre anterior, o crescimento foi de apenas 0,8%.

Crescimento em linha com o esperado

O crescimento apresentado foi impulsionado principalmente pela indústria e pelo setor de Serviços e, de uma maneira geral, ficou em linha com a mediana das projeções do mercado, divulgada pelo relatório Focus.

Indústria apresenta o melhor desempenho

A Indústria foi o setor da economia que apresentou maior variação positiva, de 2,5%, na comparação com o ano anterior. O setor de serviços, por sua vez, cresceu 2,0%, enquanto a agropecuária apresentou expansão de apenas 0,8%, a menor taxa desde 1997.

Dentre os subsetores da Indústria, o destaque ficou para a Indústria Extrativa Mineral, que apresentou expansão de 10,9% frente 2004, seguida pelo setor de Serviços Industriais de Utilidade Pública, que registrou crescimento de 3,6%.

Comparação trimestral

Considerando-se a análise dos componentes da demanda interna no quarto trimestre, o consumo das famílias registrou expansão de 3,4% em relação ao mesmo período do ano anterior, enquanto a formação bruta de capital fixo obteve uma alta de 2,7% e o consumo do governo registrou expansão de apenas de 0,8%, nesta mesma comparação.

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Pelo lado da demanda externa, as Exportações de Bens e Serviços no último trimestre de 2005 aumentaram 8,1%, se comparadas com o mesmo período de 2004, a menor taxa desde o quarto trimestre de 2003. As importações, mais uma vez, apresentaram elevação, crescendo 4,3%, nesta base de comparação.