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O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) anunciou hoje uma revisão do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em relação ao terceiro trimestre de 2001. No período, o PIB a preços de mercado ficou em R$ 299,4 bilhões. Com esta revisão, o IBGE indica que o PIB cresceu 0,50% em relação ao mesmo período do ano anterior, ampliando os dados preliminares anunciados no final de novembro, que indicava uma expansão de 0,34% na comparação entre os anos. Em relação ao segundo trimestre deste ano, o crescimento foi de 0,13%.
PIB cresce pouco com queda na arrecadação
No terceiro trimestre de 2001, os gastos das famílias representaram 60,2% do PIB, enquanto os gastos do governo ficaram com uma parcela de 18,4% do PIB. A expansão de 0,5% do PIB no terceiro trimestre de 2001 em relação a igual período do ano passado reflete um incremento de 0,73% no valor adicionado a preços básicos, enquanto os impostos sobre produtos registraram queda de 1,32% na comparação. Este queda na arrecadação reflete o desempenho da economia, que em 2000 cresceu a taxas bem mais significativas que as deste ano.
Em relação aos setores produtivos, o IBGE indica que comparação entre os terceiros trimestres de 2000 e de 2001, a agropecuária registrou um crescimento de 3,30% e o setor de serviços cresceu 2,10%. Em contrapartida, a indústria registrou queda de 2,03% sendo pressionada pela queda nos subsetores de construção civil (-5,99%) e serviços industriais de utilidade pública (-11,54%). Ainda com relação à indústria, os subsetores que contrariaram a tendência do setor foram o de extrativa mineral (+3,25%) e transformação (+0,52%).
Expansão do PIB em 2001 é de 2,25%
O resultado do PIB acumulado neste ano até o terceiro trimestre registra um montante a preços de mercado de R$ 867,5 bilhões, representando uma expansão econômica de 2,25% em relação ao mesmo período ano passado. O resultado do PIB acumulado do ano é composto em 88,5% por Valor Adicionado a preços básicos e 11,5% por conta de Impostos sobre Produtos. Segundo o IBGE, em 2001, todos os setores apresentaram taxas positivas de crescimento: agropecuária (+3,84%); indústria (+1,12%) e serviços (+2,78%).
Considerando os elementos da demanda no acumulado do ano, o consumo das famílias atingiu R$ 526.994 milhões, enquanto o consumo do governo ficou em R$ 159.339 milhões. O IBGE informa ainda que no acumulado dos três primeiros trimestres de 2001, a variação em volume do consumo famílias foi de 1,15%, do consumo do governo 2,04%, das exportações de bens e serviços 11,69%, da formação bruta de capital fixo 5,00%. Por outro lado, as importações de bens e serviços atingiram uma variação em volume de 6,24%.
PIB trimestral é divulgado e revisto posteriormente
De acordo com a metodologia do IBGE, desde outubro de 2000 as estatísticas trimestrais do PIB brasileiro têm sido divulgadas através das Contas Nacionais Trimestrais, que são publicadas duas vezes por trimestre. As Contas Nacionais Trimestrais são publicadas 60 dias após o final do trimestre com séries de indicadores de volume do PIB brasileiro para o trimestre de referência. Trinta dias depois são divulgadas as Contas Nacionais Trimestrais com indicadores de volume e valores correntes, assim como os valores correntes do PIB brasileiro e a revisão dos indicadores de volume, previamente divulgados.