Operação

PF encerra força-tarefa exclusiva da Lava Jato em Curitiba e junta com da Carne Fraca

Os grupos da Lava Jato e da Carne Fraca passam agora a integrar juntos a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas

SÃO PAULO – O grupo de trabalho com agentes e delegados dedicados exclusivamente às investigações da Operação Lava Jato, em Curitiba, foi encerrado pela direção-geral da corporação nesta última semana. Com isso, os grupos da Lava Jato e da Carne Fraca passam agora a integrar juntos a Delecor (Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas).

A medida, segundo a PF, “prioriza ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário”, e aumenta o efetivo dedicado ao combate à corrupção e lavagem de dinheiro. Para a instituição, o número de policiais na sede do Paraná “está adequado à demanda e será reforçado em caso de necessidade”.

A força-tarefa da Lava Jato já havia sofrido um corte significativo em maio, quando o número de delegados dedicados à operação na PF de Curitiba caiu de nove para quatro. O argumento, na época, foi a queda da demanda da operação, e a criação de grupos em outros Estados, como Rio de Janeiro, São Paulo e Brasília.

Confira a nota na íntegra da Polícia Federal:

Sobre o efetivo da Superintendência Regional no Paraná, a Polícia Federal informa:
1. Os grupos de trabalho dedicados às operações Lava Jato e Carne Fraca passam a integrar a Delegacia de Combate à Corrupção e Desvio de Verbas Públicas (DELECOR);
2. A medida visa priorizar ainda mais as investigações de maior potencial de dano ao erário, uma vez que permite o aumento do efetivo especializado no combate à corrupção e lavagem de dinheiro e facilita o intercâmbio de informações;
3. Também foi firmado o apoio de policiais da Superintendência do Espírito Santo, incluindo dois ex-integrantes da Operação Lava Jato;
4. O modelo é o mesmo adotado nas demais superintendências da PF com resultados altamente satisfatórios, como são exemplos as operações oriundas da Lava Jato deflagradas pelas unidades do Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo, entre outros;
5. O atual efetivo na Superintendência Regional no Paraná está adequado à demanda e será reforçado em caso de necessidade;
6. A Polícia Federal reafirma o compromisso público de combate à corrupção, disponibilizando toda a estrutura e logística possível para o bom desenvolvimento dos trabalhos e esclarecimento dos crimes investigados.