Operação Canal Seguro

PF deflagra operação que investiga fraudes e desvios envolvendo corretora Wiz; ação fecha em queda de 9%

Segundo a PF, são cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília

A Polícia Federal em São Paulo deflagrou na manhã desta quinta (26) a 13ª fase da Operação Descarte, denominada Canal Seguro, para investigar uma organização criminosa dedicada à gestão fraudulenta e ao desvio de valores de instituição financeira, além de crimes contra a ordem tributária e lavagem de ativos.

A operação envolve a corretora Wiz (WIZS3, R$ 9,00, -9,00%), que viu suas ações fecharam em forte queda, de 9%, a R$ 9. Segundo a PF, foram cumpridos 13 mandados de busca e apreensão, em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Ela detém exclusividade na venda de seguros anunciados por empresa pública federal, destacaa PF.

Segundo os investigadores, entre 2014 e 2016, três dos diretores da companhia teriam praticado atos de gestão fraudulenta e desviado valores que podem chegar a R$ 28.300.069,21, mediante diversas transferências a título de pagamento por prestação de serviços, superfaturados ou que na verdade não foram realizados.

A Justiça determinou ainda o bloqueio de mais de R$ 27 milhões dos investigados, além do sequestro de um apartamento no Rio de Janeiro, avaliado em R$ 5,5 milhões.

Além disso, os três diretores diretamente envolvidos nas fraudes investigadas tiveram a suspensão do exercício da atividade de natureza econômica ou financeira decretada.

A investigação contou com a participação da Receita Federal e do Ministério Público Federal e teve início a partir de provas produzidas no âmbito da Operação Descarte e seus desdobramentos – Chiaroscuro, Checkout, E o Vento Levou e Chorume.

As mais recentes etapas da Descarte, a ‘Silício’ e a ‘Macchiato’, foram abertas há menos de um mês. A primeira investigou supostos crimes de sonegação fiscal, corrupção, lavagem de capitais, fraude em licitação e evasão de divisas envolvendo a Ceitec, estatal de tecnologia vinculada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações. Já a Macchiato mirou crimes contra o Sistema Financeiro Nacional relacionados ao banco BMG.

Em nota ao mercado, a Wiz confirmou que foi realizada busca e apreensão de documentos e material na sede da companhia, em desdobramento à Operação Descarte.

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“A Wiz esclarece que desconhece qualquer indício da prática dos ilícitos investigados e adotará as medidas necessárias para a apuração completa dos fatos alegados, bem como se colocará sempre à disposição das autoridades para colaborar com as investigações e prestar quaisquer esclarecimentos necessários para a devida apuração dos fatos. A companhia reafirma seu compromisso com a ética e a transparência, e manterá seus acionistas e o mercado em geral informados acerca dos temas em questão”, destacou no documento.

Confira o posicionamento da Wiz na íntegra:

“A Wiz Soluções foi surpreendida na manhã desta quinta-feira (26) com uma ação de busca e apreensão de documentos no âmbito da Operação Descarte, que investiga atividades entre 2014 e 2016, em gestão anterior da companhia.

A Wiz segue à disposição das autoridades para qualquer esclarecimento necessário. Sendo a maior interessada na elucidação dos fatos, a companhia tomará todas as medidas necessárias para identificar eventuais irregularidades.

A empresa reitera seu compromisso com a ética, a transparência e as boas práticas de gestão, base do trabalho realizado ao longo de 47 anos de atuação”

(Com Agência Estado)

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