PetroRecôncavo (RECV3) cai cerca de 4% após produção frustrar expectativas

Produção foi afetada por uma parada de sete dias no campo de Cassarongongo (Ativo Bahia), juntamente com uma queda na produção do campo de Tiê

Felipe Moreira

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Foto: Divulgação
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As ações da PetroRecôncavo (RECV3) operam em baixa nesta quarta-feira (9), após a petroleira divulgar dados operacionais do segundo trimestre, afetados por paralisações. Às 13h (horário de Brasília), a ação caía 4,14%, a R$ 14,12.

O JPMorgan avaliou que a produção do 2T25 permaneceu relativamente estável, com uma leve queda em junho para 26,9 mil barris de óleo equivalente por dia (kboed), reflexo da paralisação do Ativo Bahia – já retomado –, o que leva a uma leitura neutra.

A produção do Ativo Bahia recuou 3,2%, para 13,3 kboed, impactada principalmente por uma parada de sete dias no campo de Cassarongongo, conforme detalhado nos Fatos Relevantes de junho. A produção de petróleo na Bahia caiu 4,6%, para 7,3 mil barris por dia (kbbl/d), enquanto a de gás recuou 1,5%, para 6,1 kboed, ambas afetadas pelas mesmas interrupções operacionais. A corretora destacou que medidas para resolver os problemas de produção no campo de Tiê estão em andamento, com a conclusão do desvio lateral do poço Tiê-12 próxima.

Em contrapartida, o Ativo Potiguar apresentou estabilidade, com produção de 13,5 kboed. A produção de petróleo manteve-se em 8,7 kbbl/d, enquanto a de gás aumentou 1,4%, para 4,8 kboed, impulsionada por projetos de workover bem-sucedidos em poços de gás no campo de Riacho da Forquilha. Segundo o JPMorgan, a priorização desses workovers em poços de gás contribuiu para as variações entre óleo e gás registradas no trimestre.

Na comparação com as estimativas da própria casa, a produção do segundo trimestre ficou 1,9% abaixo do esperado, com o Ativo Potiguar superando as projeções em 2,1% e o Ativo Bahia ficando 5,6% abaixo.

O JPMorgan reiterou classificação de compra e preço-alvo de R$ 20.

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Segundo o Bradesco BBI, a produção foi afetada pela interrupção no campo de Cassarongongo e pela queda na produção no campo de Tie. A produção do primeiro já foi reiniciada pela empresa no final de junho, e a produção do segundo deve melhorar com a conclusão de um desvio no poço Tie 12.

Além disso, o BBI prevê que a petroleira inicie a produção em breve em três poços profundos que estão em fase de testes, o que deve levar a aumentos na produção.

O Itaú BBA também comenta que os dados operacionais de junho foram afetados por uma parada de sete dias no campo de Cassarongongo (Ativo Bahia), conforme previsto anteriormente, juntamente com uma queda na produção do campo de Tiê.

De acordo com BBA, a produção mais fraca em Tiê está sendo solucionada por meio de um desvio do poço Tiê-17, cuja conclusão está prevista para esta semana.

O Itaú BBA reiterou recomendação de compra e preço-alvo de R$ 16,50.