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RIO DE JANEIRO/SÃO PAULO – A OGX Petróleo (OGXP3) recebeu uma notificação da Petronas sobre rescisão de contrato relativo à venda de participação de 40% nas concessões dos blocos BM-C-39 e BM-C-40, localizados na Bacia de Campos.
Segundo fato relevante divulgado da empresa, a OGX disse que submeteu o assunto à análise de seus advogados e que está avaliando a “adoção das medidas legais cabíveis”. A Petronas já estava questionando o contrato há algum tempo, desde que a empresa começou a reestruturar suas dívidas.
A rescição ocorre pouco tempo antes do início da produção de Tubarão Martelo – que, estima-se, deverá começar a ter seu petróleo extraído no final deste mês. Com isso, todos os custos da operação passarão a ser da OGX, assim como todo potencial lucro que a empresa terá com a sua “última esperança”.
A empresa de Eike Batista anunciou meses atrás acordo com a Petronas para vender participação nos blocos, incluindo o campo de Tubarão Martelo, além de acumulações Peró e Ingá, na Bacia de Campos, por US$ 850 milhões – a maior parte do valor só seria desembolsado quando o campo começasse a produzir.
O campo é uma das alternativas da petrolífera, que no final de outubro entrou com o maior pedido de recuperação judicial da história corporativa da América Latina, para gerar receita, num momento em que enfrenta sérias dificuldades de caixa. Na semana passada, a Petronas havia dito que esperaria uma decisão da Justiça sobre o pedido de recuperação judicial antes de decidir sobre o acordo.
(Com Reuters)