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SÃO PAULO – O petróleo atingiu novo recorde de fechamento nesta terça-feira, refletindo preocupações com a demora na recuperação da produção norte-americana no Golfo do México. O barril fechou a sessão acima dos US$ 51 em Nova York, recorde histórico desde 1983.
A lentidão na normalização da produção do país após os estragos causados pelo furacão Iván assusta o mercado, que vê com cautela a aproximação do inverno no hemisfério norte, estação onde historicamente a demanda pela commodity costuma aumentar.
Demanda atinge nível recorde em 2004
O quadro preocupante deixa o mercado apreensivo, à espera dos resultados do relatório dos estoques norte-americanos, referente à semana terminada em 2 de outubro, que serão divulgados nesta quarta-feira.
Além disso, preocupa o nível recorde que a demanda global atinge em 2004. Com o aumento da demanda nos Estados Unidos e na China, que juntos consomem um terço do petróleo produzido no planeta, existe o temor de que a oferta da commodity torne-se insuficiente.
Petróleo alcança novo preço recorde
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 47,13
no pregão desta terça-feira, alta de 2,04% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho positivo de hoje, o petróleo acumula alta de 1,62% neste mês de outubro. Por sua vez, a variação no ano ficou positiva em 56,21%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 30,17 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em novembro de 2004, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 51,09 por barril, configurando uma alta de 2,36% frente ao fechamento anterior.