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SÃO PAULO – O mal-estar nos principais mercados globais se fez presente novamente nesta segunda-feira (19) e o barril do petróleo fechou em nova queda, configurando a terceira sessão consecutiva de variação negativa em Londres.
Nem mesmo o feriado nos EUA pôde amenizar o nervosismo trazido pelo noticiário negativo na Europa. A Comissão Européia divulgou sua projeção de que a atividade dos 16 países da zona do euro irá contrair 1,9% em 2009, configurando o primeiro recuo desde que a moeda comum foi introduzida há uma década.
Além disso, as projeções da AIE (Agência Internacional de Energia) de queda de 0,6% na demanda por petróleo e o aumento do nível dos estoques de petróleo continuam a pressionar.
A estimativa de desaceleração econômica aumentou as preocupações acerca da demanda global pela commodity, que viu seus preços sofrerem forte baixa, apesar de sinais de corte da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo).
Opep
Chakib Khelil, ex-presidente do grupo e ministro de Energia da Argélia, informou que o cartel está analisando a possibilidade de cortar mais dois milhões de barris em sua produção diária para equilibrar os preços em sua próxima reunião, a acontecer em março.
“Estou convencido de que estes cortes removerão o atual excesso de óleo bruto nos estoques e rebalancear a oferta e a demanda no mercado mundial”, concordou o atual presidente do cartel, Botelho de Vasconcelos, ministro do Petróleo angolano.
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Confira as cotações
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 44,50 no pregão desta segunda-feira, forte baixa de 4,44% em relação ao último fechamento.
O contrato com vencimento em fevereiro de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 34,40 por barril, configurando uma baixa de 5,78% frente ao fechamento anterior.