Petróleo tem forte alta e supera US$ 60 após queda no estoque norte-americano

Commodity atingiu maior patamar em 6 meses em NY; corte na projeção do Fed para PIB dos EUA ameniza otimismo

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SÃO PAULO – O barril de petróleo fechou em alta pelo o terceiro dia consecutivo nesta quarta-feira (20). O otimismo se deve à queda acima da esperada nos estoques norte-americanos do óleo bruto na passagem semanal.

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 60,59 no pregão desta quarta-feira, com alta de 2,83% em relação ao último fechamento. Por sua vez, o contrato com vencimento em julho, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 62,04 por barril, configurando uma alta de 3,23% frente ao fechamento anterior. Este é o maior patamar da commodity no mercado nova-iorquino desde 10 de novembro do ano passado.

Entre as semanas terminadas em 8 e 15 de maio, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA recuou em 2,1 milhões de barris, mais do que as estimativas dos analistas, que previam queda de 1,15 milhão de barris. Aliado ao recente noticiário de instabilidade política no maior produtor africano do produto, e de incêndios em refinarias norte-americanas, os dados levaram à alta dos preços da commodity por conta de preocupações acerca da oferta do produto no curto prazo.

Ata do Fed

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Outra importante referência desta quarta-feira foi a divulgação da ata da última reunião do Fed, realizada nos dias 28 e 29 de abril. Diante do conturbado cenário traçado para a economia norte-americana, as projeções do comitê de política monetária dos EUA foram mais uma vez revisadas, a exemplo do ocorrido em janeiro deste ano.

O principal destaque ficou com a nova estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto) do país, que deverá cair entre 1,3% e 2% em 2009, se recuperando lentamente em 2010, quando é esperada uma expansão de 2% a 3% do indicador. A projeção anterior para este ano ficava entre uma queda de 0,5% e 1,3%, enquanto para 2010 apontava um crescimento entre 2,5% e 3,3%.

A perspectiva de menor crescimento da economia do maior consumidor mundial de petróleo deposita certa cautela com relação à evolução da demanda por petróleo.

Câmbio

A queda do dólar no dia também impulsionou a valorização do produto. A minuta da última reunião do Fed indicou a possibilidade de aumento de compra de títulos de dívida pela entidade, contribuindo para a queda da moeda dos EUA frente as principais divisas internacionais.

A sinalização de que o Fed pode elevar a oferta de dólares no mercado levou os investidores a migrarem seus investimentos. Uma desvalorização da divisa norte-americana geralmente exerce pressão de alta na cotação do barril de petróleo, tanto para compensar a variação do câmbio (visto que o preço do petróleo é expresso em dólares) quanto pela migração de investidores para aplicações mais rentáveis (no caso, o petróleo).

Opep

Autoridades do Kuwait e da Argélia afirmaram nesta quarta-feira que consideram improvável que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) opte por uma nova redução de produção em sua próxima reunião, a ser realizada dia 28 de maio em Viena.

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