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SÃO PAULO – Revertendo o sinal positivo visto pela manhã, o petróleo encerrou esta sexta-feira (3) em queda nos mercados de Nova York e Londres, com a crescente preocupação com a demanda pela commodity. Com as perdas desta sessão, o óleo fechou a semana com sua maior desvalorização desde 2004.
O movimento de queda que se iniciou com a recusa da Casa dos Representantes nos Estados Unidos ao plano do governo na segunda-feira se intensificou com a deterioração das perspectivas para a economia global.
Mesmo com as perspectivas de que a aprovação do plano anti-crise pelo Congresso fosse acalmar as tensões nos mercados, o dia foi marcado pela turbulência e incertezas quanto à eficácia das medidas já sancionadas pelo presidente George W. Bush.
Indicadores
Para piorar o pessimismo entre os investidores, os analistas da Merrill Lynch reduziram pela metade a estimativa de crescimento da demanda mundial de petróleo para 400 mil barris diários.
Além disso, os dados sobre o desemprego nos EUA também assustaram. Segundo pesquisa, foram eliminadas 159 mil vagas de emprego em setembro, correspondendo ao nono mês consecutivo de perda de postos de trabalho. A taxa de desemprego, por sua vez, ficou em 6,1%, mesma de agosto.
Apesar das projeções negativas, Galo Chiriboga, vice-presidente da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), afirmou que o preço do barril ficará acima dos US$ 110 no próximo ano.
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Confira as cotações
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 88,37 nesta sexta-feira, baixa de 1,49% em relação ao último fechamento.
Com o desempenho negativo no dia, o petróleo acumula forte baixa de 8,50% neste mês de outubro. Por sua vez, a variação no ano ficou negativa em 5,88%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 93,89 por barril em Londres.
O contrato com vencimento em novembro de 2009, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 92,78 por barril, configurando uma baixa de 1,27% frente ao fechamento anterior.