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SÃO PAULO – As cotações de petróleo voltaram a fechar em queda nesta sexta-feira (22), atingindo o menor patamar em um mês em Nova York. As declarações do presidente Barack Obama sobre a reforma do setor financeiro norte-americano e as ações da China para restringir a oferta de crédito voltaram a pesar sobre os negócios.
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 72,28 na sessão, queda de 3,08% em relação ao último fechamento. Em Nova York, o contrato com vencimento em fevereiro, que apresenta maior liquidez, registrou retração de 2,01%, terminando a sessão cotado a US$ 74,55.
Obama
Nesta quinta-feira, o presidente dos EUA anunciou sua proposta para novas regras no setor financeiro, que visam limitar a atuação dos bancos norte-americanos e, com isso, conter o risco de uma nova onda de problemas. “Nunca mais os contribuintes norte-americanos serão reféns de bancos grandes demais para falir”, afirmou Obama.
A proposta permite às instituições administrar os investimentos de seus clientes, mas proíbe os bancos de fazerem suas próprias alocações em fundos de investimento. Deste modo, gigantes como JPMorgan Chase e Goldman Sachs teriam de vender seus negócios de private equity para se adequar à nova regulação.
A proposta tem dividido opiniões de autoridades financeiras do país e é fonte de descontentamento por parte das instituições, que temem perda de competitividade para outros bancos internacionais, que continuariam com seus ganhos de escala. “O que as medidas procuram é assegurar a redução da tomada de risco, tipos de riscos que podem ameaçar a estabilidade do sistema no futuro”, afirmou o secretário do Tesouro norte-americano, Timothy Geithner, completando ainda que as reformas serão feitas de forma cuidadosa.
China
Também repercute nos mercados a exigência, por parte do governo chinês, de que alguns bancos do país restrinjam sua oferta de crédito. Liu Mingkang, presidente da CRBC (Comissão Reguladora dos Bancos da China), acredita que algumas instituições não cumpriram os níveis mínimos de capital requeridos, como resposta à forte expansão de crédito em 2009.
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Em entrevista na ilha de Hong Kong, Liu afirmou: “para aqueles que não encontraram esses padrões, nós falamos para eles limitarem os empréstimos”, pois os bancos “precisam estar preparados para o tipo errado de cliente e o tempo ruim”.