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O petróleo registra alta expressiva nesta sexta-feira (13) devido aos temores de que os combates entre Israel e o Hamas possam desestabilizar o Oriente Médio e prejudicar o abastecimento global, enquanto o Irã afirmava que uma nova frente de conflito era possível.
O West Texas Intermediate avançava para além do patamar de US$ 85 por barril na sexta-feira, com avanço de cerca de 3% esta semana.
Os contratos futuros de petróleo Brent, referência internacional, com vencimento em dezembro, subiam 4,2%, a US$ 89,55 por barril, por volta das 9h15 (horário de Brasília); os futuros do petróleo bruto West Texas Intermediate (WTI) dos EUA para novembro também subiam 4,2%, para US$ 86,38 por barril.
O petróleo havia registrado forte alta na segunda-feira após o ataque do Hamas a Israel, mas boa parte do avanço tinha sido revertida nos dias seguintes devido às expectativas de que o conflito seria contido.
Contudo, o ministro das Relações Exteriores do Irã alertou que os militantes apoiados por Teerã poderiam abrir uma nova frente na guerra de Israel contra o Hamas se o bloqueio a Gaza continuasse.
O petróleo bruto teve uma semana volátil. Os operadores tentam avaliar se a guerra irá atrair o Irã, um fornecedor de armas e dinheiro ao Hamas, podendo levar a riscos mais amplos.
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“As condições atuais de negociação são claramente para os ousados e aventureiros. A situação trágica e deteriorada em Israel/Gaza também nos serve como um lembrete de que o prêmio de risco do Oriente Médio não diminuiu”, disse Tamas Varga, analista da corretora PVM Oil Associates Ltd.
O maior aumento nos estoques de petróleo bruto dos EUA desde fevereiro ajudou a levar os preços para baixo na quinta-feira, embora isso tenha sido atenuado por outra queda na oferta no centro de armazenamento em Cushing, Oklahoma – o ponto de entrega do WTI.
A Agência Internacional de Energia (AIE) disse que o recente recuo do petróleo em relação aos quase US$ 100 por barril mostrou que os preços subiram o suficiente para começar a corroer a demanda, embora ainda se preveja um consumo mundial recorde este ano.
Ainda em destaque, os EUA reforçaram as sanções contra as exportações russas de petróleo, exacerbando as preocupações com a oferta em um mercado de energia já fortemente apertado.
(com Bloomberg e Reuters)