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SÃO PAULO – Dando seqüência ao movimento de valorização verificado na última sexta-feira, os preços do petróleo operam em forte alta nos mercados internacionais e atingem novo recorde histórico.
As preocupações com a suposta incapacidade das refinarias em atender o aumento da demanda e a ameaça terrorista realizada contra a embaixada norte-americana na Nigéria pressionaram as cotações. Com a alta desta sessão, os preços do produto já superam o recorde de US$ 58,28 registrado no dia 4 de abril em Nova York.
Opep tenta conter avanço dos preços
Para tentar conter o avanço dos preços da commodity, o presidente da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo), Ahmad al-Fahd al-Sabah, declarou nesta manhã que o cartel começará a consultar seus membros sobre a implementação de mais um aumento de 500 mil barris por dia em sua cota oficial de produção.
Na última semana, a Opep elevou para 28 milhões de barris por dia a cota de produção de seus paises membros. Apesar do aumento de 500 mil barris por dia, o impacto da medida foi limitado, uma vez que os paises integrantes da organização já produziam mais que o estipulado.
Petróleo atinge novos recordes de preços
A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, atinge US$ 58,06
nesta segunda-feira, alta de 0,52% em relação ao último fechamento.
Com a alta registrada nesta segunda-feira, o petróleo acumula forte alta de 14,45% neste mês de junho. Por sua vez, a variação no ano fica positiva em 43,82%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 40,37 por barril em Londres.
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O contrato com vencimento em agosto de 2005, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 58,85 por barril, configurando uma alta de 0,65% frente ao fechamento anterior.