Petróleo sobe e atinge maior patamar dos últimos cinco meses em Londres e NY

Referências econômicas, alta do dólar e noticiário envolvendo a commodity garantiram a valorização dos contratos futuros

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SÃO PAULO – A moeda norte-americana registrou queda frente as principais divisas internacionais nesta terça-feira (5), o que se traduziu em pressão de alta sobre os preços do petróleo. O noticiário sobre greves na Europa e problemas de distribuição nos EUA também ajudaram a sustentar a valorização dos contratos futuros da commodity. 

Em Nova York, o preço do contrato mais líquido, com entrega para novembro, registrou alta de 1,66%, a US$ 82,82, maior patamar desde o dia 3 de maio. Em Londres, por sua vez, o barril Brent apresentou avanço de 1,87% frente ao fechamento anterior, terminando o dia cotado a US$ 82,82, em seu maior patamar desde 4 de maio.

Incentivo
O Bank of Japan anunciou durante o dia que estuda a criação de um programa temporário, no valor de ¥ 5 trilhões (cerca de US$ 60 bilhões), para a compra de diversos ativos públicos e privados, como títulos do governo e dívidas corporativas. A instituição prevê que as compras atingirão tal valor no prazo de um ano a partir do início do programa, com ¥ 3,5 trilhões (aproximadamente US$ 42 bilhões) destinados à dívida pública de longo prazo. 

A autoridade monetária do Japão também surpreendeu o mercado ao reduzir o juro básico da economia de 0,10% para a banda de 0% a 0,10% ao ano.

Por sua vez, o presidente do Federal Reserve, Ben Bernanke, discursou na segunda-feira (4) sobre futuras novas compras de Treasuries pelo Fed. “Eu acho que as compras adicionais, embora não saibamos os números precisos para dizer o quão grande isso poderia ser, teriam a habilidade de ajudar a atual condição financeira do país”, disse Bernanke, em discurso em Rhode Island, durante um fórum com estudantes universitários. “A primeira rodada, que terminou em março deste ano, foi efetiva”, completou.

A perspectiva de uma nova rodada de incentivos econômicos ao redor do globo acabou penalizando as cotações do dólar, que registrou queda durante o dia. Vale lembrar que uma desvalorização da moeda norte-americana geralmente se traduz em pressão de alta sobre os preços do barril de óleo bruto, tanto pela compensação cambial, uma vez que os preços da commodity são expressos em dólar, quanto pela movimentação dos investidores, que tendem a elevar suas posições em petróleo. 

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Na França, a greve nos portos atingiu seu nono dia, trazendo prejuízos para as atividades de refino no continente europeu. Ainda não existe perspectiva de normalização das atividades no país. 

Nos EUA, o canal de Houstos permaneceu bloqueado durante todo o dia, por conta do acidente envolvendo uma torre de alimentação de energia no domingo. A perspectiva é que o tráfego náutico seja retomado ainda nesta noite.