Publicidade
SÃO PAULO – Entre a indicação de retração na oferta de petróleo nos EUA, por conta do fechamento de um importante oleoduto do país, e de retomada na demanda chinesa, as cotações de óleo bruto fecharam a segunda-feira (13) em alta.
Na bolsa de Nova York, o preço do contrato mais líquido, com vencimento outubro, apresentou alta de 0,88%, ficando em US$ 77,17. No mesmo sentido, em Londres, o barril brent encerrou o dia com ganhos de 1,23%, fechando a sessão a US$ 78,55.
EUA
Investidores acompanharam a situação da oleoduto 6A da Enbridge, uma das principais linhas de alimentação do país. O fluxo de óleo bruto está suspenso desde a semana passada, quando foi detectado um vazamento na instalação. A companhia ainda não revelou nenhuma data para a normalização das atividades.
Paralelamente, o Tesouro dos Estados Unidos revelou durante esta segunda-feira que o orçamento do governo norte-americano registrou déficit de US$ 90,526 bilhões em agosto. As projeções apontavam para um saldo deficitário em US$ 95 bilhões. Este é o vigésimo terceiro mês consecutivo de saldo negativo do Treasury Budget. O número mostrou melhora na base mensal, comparado aos US$ 165 bilhões negativos vistos em julho.
China
Durante o final de semana foram divulgados pela agência de estatísticas da China indicadores econômicos relativos a agosto, os quais apontam para uma recuperação do país, dando impulso às cotações da commodity.
Entre os dados, destaque para a produção industrial, que voltou a mostrar aceleração após meses de enfraquecimento. O indicador surpreendeu os mercados ao registrar avanço de 13,9% sobre o mesmo período do ano passado, enquanto em julho a alta havia sido de 13,4%.
Continua depois da publicidade
Além disso, foram divulgadas as vendas no varejo, que aumentaram 18,4% na comparação entre agosto deste ano e de 2009, porcentagem que supera a do mês anterior, de 18,3%. “A economia chinesa está em boa forma, apresentando rápido crescimento, melhora estrutural gradual, empregabilidade crescente e estabilidade dos preços básicos”, disse o premiê chinês, Wen Jiabao, sobre a situação do país durante encontro do Forum Econômico de Verão.