Petróleo sobe, com mercado de olho na China e à espera dos estoques dos EUA

Fantasma da desaceleração do crescimento chinês é afastado por previsões otimistas; AIE divulga relatório na próxima sessão

Publicidade

SÃO PAULO – O petróleo começa a tarde desta terça-feira (20) em alta, reagindo de forma positiva à previsões mais otimistas na China, enquanto o mercado aguarda com ansiedade a divulgação dos estoques de petróleo das refinarias norte-americanas. Há pouco, o barril de óleo bruto negociado em Londres subia 0,62%, cotado a US$ 76,09.

Com o desempenho positivo dessa sessão, o petróleo acumula alta de 1,85% neste mês de julho. Por sua vez, a variação no ano fica negativa em 1,68%, já que a commodity encerrou o ano passado cotada a US$ 77,33 por barril em Londres.

O contrato com vencimento em agosto de 2010, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, opera a US$ 77,00 por barril, configurando uma alta de 0,6% frente ao fechamento anterior.

China anima
A economia chinesa volta a adicionar otimismo aos negócios desta sessão, com o distanciamento dos riscos de que a desaceleração do ritmo de crescimento chinês viesse a pressionar a demanda mundial por petróleo.

De acordo com análise do International Strategy & Investment Group, o governo da China irá reduzir suas políticas de aperto monetário dentro de três meses, já que o risco de desaceleração econômica será maior do que a pressão inflacionária.

Além das notícias envolvendo a China, a expectativa em relação ao estoque das refinarias de petróleo dos Estados Unidos também influencia o comportamento do mercado. O relatório semanal da AIE (Agência Internacional de Energia) será divulgado na próxima quarta-feira (21), às 11h30 (horário de Brasília).

Continua depois da publicidade

EUA
Na agenda norte-americana, os indicadores do dia destoam do tom otimista no mercado de petróleo. Por lá, o Housing Starts mostrou um recuo do número de casas em início de construção em junho, além de ficar abaixo das projeções do mercado no mês.

Já o Building Permits, que mostra o número de autorizações para a construção de imóveis no país, indicou aceleração em relação ao mês de maio e ficou acima das expectativas dos analistas em junho.