Petróleo sobe até 5% após Trump prometer ataques “extremamente duros” ao Irã

Presidente dos EUA fala em ofensiva nas próximas semanas e reduz expectativa de desescalada no conflito

Gabriel Garcia

FOTO DE ARQUIVO: Tanques de armazenamento de petróleo bruto vistos de cima no centro petrolífero de Cushing, aparentemente sem espaço para conter um excedente histórico de oferta que derrubou os preços, em Cushing, Oklahoma, 24 de março de 2016. Foto tirada em 24 de março de 2016. REUTERS/Nick Oxford/Foto de Arquivo
FOTO DE ARQUIVO: Tanques de armazenamento de petróleo bruto vistos de cima no centro petrolífero de Cushing, aparentemente sem espaço para conter um excedente histórico de oferta que derrubou os preços, em Cushing, Oklahoma, 24 de março de 2016. Foto tirada em 24 de março de 2016. REUTERS/Nick Oxford/Foto de Arquivo

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O petróleo disparou nesta quarta-feira (1º) após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmar que o país pretende atingir o Irã “com extrema força” nas próximas duas a três semanas, reduzindo as expectativas de uma desescalada no conflito no curto prazo.

Os contratos do petróleo reagiram com volatilidade: o WTI para maio avançou cerca de 4%, negociado acima de US$ 104 por barril, enquanto o Brent para junho subiu aproximadamente 5%, superando os US$ 106 por barril.

Em pronunciamento, Trump atribuiu a alta das cotações a ataques do Irã contra petroleiros comerciais e países vizinhos. Ele também disse que os EUA vão “concluir o trabalho muito rapidamente”, embora tenha afirmado que a guerra não deve durar muito e que conversas com Teerã seguem em andamento.

A fala do presidente reforçou a percepção de maior aversão a risco entre investidores, que já vinham se preparando para um cenário binário: uma sinalização de saída do conflito ou uma escalada militar. Para analistas, o discurso indica que o mercado caminha, neste momento, para a segunda hipótese.

Enquanto isso, o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz segue praticamente paralisado desde o início do conflito, no fim de fevereiro. A expectativa é de que a retomada das operações na região ainda leve tempo, mantendo a pressão sobre os preços do petróleo e o nível de incerteza nos mercados globais.