Commodities

Petróleo sobe mais de 4% com queda dos estoques da commodity nos EUA e projeções de demanda mais forte

Estoques nos Estados Unidos recuaram 5,89 milhões de barris; analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam queda de 2,5 milhões de barris

O petróleo ganhou força na sessão desta quarta-feira (14), com ganhos de cerca de 5%, impulsionados pelos dados de estoque da commodity nos EUA. Os contratos futuros do petróleo Brent para junho subiram 4,6%, a US$ 66,58 por barril, enquanto o petróleo dos EUA (WTI) para maio avançou 4,9%, para US$ 63,15 o barril.

Os estoques de petróleo nos Estados Unidos recuaram 5,89 milhões de barris, a 492,423 milhões de barris, na semana encerrada em 9 de abril, informou o  Departamento de Energia (DoE, na sigla em inglês). Analistas ouvidos pelo Wall Street Journal previam queda menor, de 2,5 milhões de barris.

Os estoques de gasolina, por outro lado, aumentaram 309 mil barris, a 234,897 milhões de barris. Analistas projetavam, nesse caso, alta de 300 mil barris. Os estoques de destilados tiveram queda de 2,083 milhões de barris, a 143,464 milhões de barris, ante expectativa de alta de 1,1 milhão de barris.

A taxa de utilização das refinarias subiu de 84,0% na semana anterior a 85,0%, ante expectativa de 84,4% dos analistas. Já os estoques de petróleo em Cushing tiveram aumento de 346 mil barris, a 46,668 milhões de barris. A produção média diária dos EUA cresceu de 10,9 milhões de barris na semana anterior a 11,0 milhões de barris na mais recente, informou o DoE.

Ainda em destaque, a Agência Internacional de Energia (IEA, na sigla em inglês) projetou que a demanda e a oferta global por petróleo devem se reequilibrar no segundo semestre e que produtores podem então precisar produzir um adicional de 2 milhões de barris por dia (bpd) para atender à demanda esperada.

Na véspera, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) já havia elevado sua projeção de demanda em 70 mil bpd frente ao mês passado, vendo agora a demanda subir para 5,95 milhões de bpd em 2021.

Sinais de forte recuperação econômica na China e nos EUA sustentaram os recentes ganhos nos preços, mas a lenta aplicação de vacinas no mundo e os crescentes casos de Covid-19 no Brasil e na Índia travaram o avanço do mercado. “Contínuos problemas na aplicação de vacinas e casos globais perto do pico de janeiro provavelente colocarão um teto firme para a alta do petróleo no curto prazo”, disse Vandana Hari, analista de energia da Vanda Insights.

(com Reuters, Estadão Conteúdo e Dow Jones)

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