Petróleo segue tendência de valorização e fecha com alta de 3,52% em Nova York

Indicadores positivos nos EUA e China trouxeram otimismo; sanções ao Irã também ajudaram a impulsionar a commodity

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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo fecharam em alta nesta terça-feira (3), impulsionados pelos indicadores econômicos dos Estados Unidos, que mostraram melhora no setor de construção civil e manufatura do país. Os preços da commodity ainda foram puxados pelas tensões entre o Irã e os EUA, que geram temores de uma possível interrupção no fornecimento do petróleo proveniente do Oriente Médio.

Além disso, os dados da economia chinesa também colaboraram para o movimento de alta nesta sessão. A atividade manufatureira do país se expandiu em dezembro, acalmando temporariamente as preocupações de que a segunda maior economia mundial pudesse ter forte desaceleração, o que afetaria a demanda de petróleo.

Diante disso, a cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 112,28 no pregão desta terça-feira, forte alta de 3,07% em relação ao último fechamento. Já o contrato com vencimento em fevereiro, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 102,96 por barril, configurando uma alta de 3,52% frente ao fechamento anterior.

Agenda
Nos Estados Unidos, o ISM Index mostrou desempenho melhor do que o esperado no mês de dezembro, conforme dados do Institute for Supply Management. O indicador, que mede o nível de atividade industrial nos EUA, atingiu 53,9 pontos, enquanto as expectativas de mercado apontavam 53,4 pontos. Já as gastos com construção civil daquele país marcou alta de 1,2% em novembro, superando as projeções do mercado que indicava avanço de 0,5% para o mês. 

Tensões no Oriente Médio
O Irã frisou nesta terça-feira (3) que vai reagir se a Marinha dos EUA deslocar um porta-aviões para o Golfo Pérsico, depois que novas sanções financeiras foram anunciadas pelos Estados Unidos e pela União Europeia. 

O país também admitiu ter testado com sucesso um míssil de cruzeiro terra-mar com um alcance de 200 km, suficiente para atingir alvos no Golfo.

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Firmando posição, o ministro do exterior da França, Alain Juppé, disse estar convencido de que o Irã está desenvolvendo armas nucleares e defendeu sanções mais duras contra o país. Juppé pediu que a União Europeia siga as medidas tomadas pelos Estados Unidos, congelando bens do Banco Central iraniano e impondo um embargo às exportações de petróleo.