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SÃO PAULO – As cotações de petróleo fecharam em alta nesta segunda-feira (31), conforme investidores avaliaram as declarações do presidente do Fed regional de Chicago e do primeiro ministro chinês, além das recentes notícias do oriente médio. Cabe lembrar que nos Estados Unidos o pregão está fechado nesta segunda-feira, por conta do feriado do Memorial Day. Os negócios realizados no pregão eletrônico serão registrados na próxima sessão, para efeito de liquidação.
O contrato de petróleo mais líquido em Nova York, com vencimento em julho, encerrou o dia com alta de 0,47%, encerrando a sessão a US$ 74,44. Já em Londres, a cotação do barril do petróleo Brent terminou o dia a US$ 74,65, com alta de 0,85%.
Declarações
O primeiro-ministro da China, Wen Jiabao, disse durante o dia que o crescimento econômico mundial continua vulnerável a riscos e à possibilidade de uma segunda recessão.
“Algumas pessoas dizem que a economia global já se recuperou, e que agora nós podemos considerar mecanismos de retirada (de estímulos). Eu acredito que esse julgamento é prematuro”, afirmou Wen perante uma plateia de empresários japoneses em Tóquio.
“Alguns países vivenciaram crises de dívida soberana, por exemplo, a Grécia. Esse tipo de fenômeno acabou? Agora parece que não é tão simples e nós precisamos avaliar completamente as dificuldades”, avaliou o premiê, revelando preocupações com a o nível de desemprego nos EUA e em outros países, fato que pode atrapalhar a retomada econômica e gerar uma recaída da economia.
Por outro lado, o presidente do Fed regional de Chicago, Charles Evans, disse que a economia norte-americana irá continuar a sua trajetória de recuperação a despeito das incertezas vindas da Europa. Discursando em um evendo do Federal Reserve no Bank of Korea, em Seoul, ele também afirmou que a autoridade monetária norte-americana está pronta para responder a possíveis efeitos negativos sobre o país, e que a crise europeia pode adiar um aperto monetário nos EUA.
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Oriente Médio
Os preços da commodity também reagiram a notícia sobre um ataque das forças armadas israelenses a um navio turco com ajuda humanitária que seguia para a Faixa de Gaza, resultando na morte de pelo menos nove ativistas e deflagrando um crise diplomática na ONU (Organização das Nações Unidas).
Comentando o incidente, o primeiro ministro israelense Benjamin Netanyahu defendeu a ação. “Eles (os israelenses) foram cercados, foram atacados, houve inclusive um relato de fogo de artilharia. E nossos soldados se defenderam”, disse ele.
Temores de que o episódio deteriore a situação política do oriente médio, impactando as expotações de óleo bruto, ajudaram a dar suporte aos preços da commodity.