Petróleo recua forte com perspectivas negativas para demanda da commodity

Aumento maior do que o esperado dos estoques da commodity nos Estados Unidos pressiona preços, assim como Livro Bege do Fed

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SÃO PAULO – Os principais contratos futuros de petróleo recuaram nessa quarta-feira (27), avaliando as perspectivas para a economia norte-americana e o noticiário negativo acerca da Grécia. 

A cotação do barril do petróleo Brent, negociado no mercado de Londres, fechou a US$ 117,43 nesse pregão, queda de 0,95% em relação ao último fechamento. Já nos EUA, o contrato com vencimento em setembro, que apresenta maior liquidez no mercado de Nova York, fechou cotado a US$ 97,40 por barril, configurando um recuo de 2,50% frente ao fechamento anterior.

Estados Unidos e Grécia
O preço da commodity foi pressionado negativamente pelos estoques de petróleo dos Estados Unidos, que avançaram em 2,3 milhões de barris, ou 0,7% no período de 15 a 22 de julho, acima do que era esperado pelo mercado.

O mercado continua a avaliar a situação norte-americana, onde o impasse do teto da dívida publica do país continua, e pressiona os mercados globais. Congressistas democratas e republicanos acreditam que o aumento do limite de endividamento do país precisa ser ampliado para permitir a rolagem da dívida, entretanto, discordam quanto à reestruturação fiscal do país, que viria junto no pacote. 

Além disso, o mercado também avaliou a divulgação do Livro Bege do Federal Reserve, divulgado nessa sessão, revelando uma diminuição no ritmo de crescimento da economia dos EUA na maioria dos 12 distritos analisados até 15 de julho. Ainda por lá, o indicador Durable Good Orders exibiu recuo de 2,1% no referido mês, frente à projeção de alta de 0,50%. Essas indicações mostram uma piora no sentimento da demanda da commodity no país – seu segundo maior consumidor.

Por sua vez, a agência de classificação de risco S&P rebaixou o rating soberano grego novamente, desta vez para CC, com perspectiva negativa. Novamente, o mercado se vê pressionado por um possível choque de demanda, o que por sua vez, leva os preços do petróleo a recuarem.