Petróleo quebra sequência de perdas e sobe com desvalorização do dólar

Preços da commodity ignoram dados negativos da economia norte-americana e ganham impulso com fraqueza da moeda dos EUA

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SÃO PAULO – Quebrando a sequência de cinco quedas consecutivas, os preços do barril de óleo bruto apresentaram alta nesta quarta-feira (25), tomando impulso na queda do dólar frente às divisas internacionais. 

Em Londres, a cotação do barril do petróleo Brent terminou em US$ 73,48, avançando 1,56% em relação ao fechamento anterior. Já em Nova York, o contrato de petróleo mais líquido, com vencimento em setembro, apresentou alta de 2,00%, fechando em US$ 72,85.

Indicadores
O número de pedidos e entregas de bens duráveis feitos à indústria norte-americana veio pior que o esperado pelo mercado durante o mês de julho. O Durable Good Orders avançou 0,3% no mês, número abaixo do previsto por analistas, que projetavam alta de 3%. Os dados de junho foram revisados para uma queda de 0,1%.

Já o o New Home Sales, indicador responsável por medir o número de casas novas vendidas nos EUA, marcou vendas de 276 mil casas em julho, número inferior àquele revisado do mês de junho, de 315 mil, e das expectativas do mercado, que apontavam para vendas de 334 mil casas. 

Os indicadores injetaram mais uma onde de pessimismo nos mercados, influenciando as negociações e ajudando a levar o dólar para baixo frente às principais divisas internacionais. Vale lembrar que uma queda da moeda norte-americana tende a se traduzir em pressão de alta sobre os preços do barril de óleo bruto, tanto pela compensação cambial, quanto pela movimentação dos investidores, que tendem a elevar suas posições em petróleo. 

Estoques
Os ganhos desta quarta-feira, contudo, foram limitados pelo relatório semanal do Departamento de Energia dos EUA sobre a situação dos estoques de petróleo do país. Após três semanas seguidas de queda, as reservas de óleo bruto aumentaram 1,2% no período de 13 a 20 de agosto, atingindo o patamar de 358,3 milhões de barris. 

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Na semana passada, o nível dos estoques de óleo bruto nos EUA aumentou em 4,1 milhões barris, superando a previsão dos analistas. No mesmo sentido, as reservas de gasolina cresceram 2,3 milhões de barris, sinalizando uma queda na demanda pela commodity e seus drivados.