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SÃO PAULO – As cotações de petróleo fecharam esta sexta-feira (28) em queda, interrompendo o rali de dois dias. A redução do rating da Espanha pela Fitch Ratings, que pressionou o euro, e os indicadores norte-americanos influenciaram a variação.
O contrato de petróleo mais líquido em Nova York, com vencimento em julho, encerrou o dia com baixa de 0,92%, encerrando a sessão a US$ 74,09. Já em Londres, a cotação do barril do petróleo Brent terminou o dia a US$ 74,02, com queda de 1,01%.
Espanha
Após a China afirmar sua confiança na economia europeia e afastar os rumores sobre um suposto desenvestimento do país asiático, o velho continente recebeu uma nova notícia negativa. Citando o alto nível de endividamento do país, que deve diminuir a taxa de crescimento econômico no médio prazo, a Fitch optou por rebaixar o rating de crédito da Espanha de “AAA” para “AA+”.
Apesar da expectativa negativa, após a ação de rating, a perspectiva para as notas de crédito espanholas manteve-se em “estável”. De acordo com a agência de classificação de risco, isso se deve às projeções favoráveis dos analistas para o perfil da dívida espanhola, condizentes ao nível “AA+”.
A notícia repercutiu mal nos mercados, impulsionando a desvalorização do euro frente ao dólar, o que se traduziu em uma pressão de queda sobre as cotações da commodity.
Indicadores
Os dados da agenda norte-americana também não animaram os mercados. O Personal Income, que se refere à renda dos norte-americanos, avançou 0,4% em abril, ficando em linha com a expectativa do mercado e com o resultado de março. Já o Personal Spending, referente aos gastos da população, não apontou variação no mesmo mês, resultado abaixo das expectativas dos analistas, de alta de 0,3%.
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Já a atividade industrial na região de Chicago ficou abaixo do esperado pelo mercado em maio. No período, o Chicago PMI (Purchasing Managers Index), que mede o nível de atividade industrial na região de Chicago, atingiu 59,7 pontos, inferior às projeções do mercado, que apontavam 60,0 pontos. O resultado foi também pior do que a medição anterior, quando registrara 63,8 pontos.
Por fim, a confiança do consumidor norte-americano medida pela Universidade de Michigan ficou acima do esperado em maio ao apontar 73,6 pontos. O dado também ficou acima do apurado na medição anterior, quando marcara 73,3 pontos.